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Para Campos, pesquisas mostram 'desinteresse' do eleitor

16:40 | 03/07/2014
O candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, atribuiu o seu baixo desempenho nas pesquisas de intenção de voto ao desinteresse do eleitorado à sucessão presidencial, no atual momento. A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 3, mostra que Campos aparece com 9% das intenções de voto, atrás do tucano Aécio Neves (20%) e da presidente Dilma Rousseff (38%). "A essa altura, (o eleitor) ainda está distante do processo eleitoral", respondeu.

Para o candidato, ainda há um nível muito grande desconhecimento do eleitorado sobre os candidatos à sucessão. "Quando a sociedade começar a debater (a sucessão), conhecer a nossa aliança, vamos ganhar a eleição", declarou Campos. Segundo o pessebista, o debate intenso só deve acontecer entre o final de agosto e começo de setembro.

Campos admitiu dificuldade em fazer campanha com apenas dois minutos de tempo de televisão, mas ressaltou que sua chapa prefere pouco espaço televisivo a "alianças fisiológicas". "Mais difícil fazer a campanha com dois minutos de TV. Mas para fazer o governo, será muito melhor, porque vamos fazer um governo sem as amarras e os compromissos de quem troca tempo de tevê por propostas fisiológicas", afirmou.

Na avaliação do candidato, o eleitor brasileiro fará a opção pelo "novo" e se identificará com a campanha do PSB, que terá um enfoque no combate à corrupção e à paralisia da economia, além da manutenção dos programa sociais bem sucedidos do governo federal. "É melhor ter dois minutos e poder entregar ao povo do que ter dois minutos de tevê e frustrar a população depois de ganhar a eleição", emendou.

Nesta tarde, Campos protocolou junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o pedido de registro da candidatura. Acompanhado de sua vice de chapa, Marina Silva, e de aliados, Campos entregou também as diretrizes que nortearão o seu programa de governo, a ser finalizado ainda neste mês. O candidato aproveitou a passagem pelo TSE para cumprimentar o presidente da Corte, ministro Dias Toffoli.

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