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Dilma Rousseff diz que Brasil se superou na organização da Copa

Orgulhosa do resultado da organização da Copa do Mundo, Dilma teve de responder perguntas sobre os gastos com estádios

12:20 | 14/07/2014
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A presidente Dilma Rousseff disse, em entrevista à rede de TV Al Jazeera, que o Brasil, ao organizar a Copa do Mundo, superou não apenas as questões concretas, mas também uma "campanha negativa" contra a realização do torneio no Brasil. Segundo a presidente, uma série de notícias negativas diziam que o Brasil não tinha condições de receber o torneio.

Orgulhosa do resultado da organização da Copa do Mundo, Dilma teve de responder perguntas sobre os gastos com estádios. Para ela, os US$ 4 bilhões investidos em estádios não são parte significativa dos investimentos feitos em saúde e educação.

Dilma Rousseff falou ainda da importância das obras de infraestrutura realizadas para a Copa do Mundo e disse que o Brasil precisa "do triplo" do que já foi feito. A necessidade de infraestrutura é, para ela, um desafio para o País.

Sobre as obras que não ficaram prontas, como o metrô de Fortaleza citado pelo entrevistador, Dilma fez questão de dizer que elas não estavam sendo feitas para o torneio, mas para a população. "Tudo que nós investimos na Copa do Mundo vai ficar no Brasil, vai ficar para o brasileiro. O que as pessoas levam do Brasil é o bom tratamento", afirmou a presidente, que lembrou que o País está investindo US$ 70 bilhões em obras de mobilidade urbana.

Ciclo econômico

Durante a entrevista, Dilma afirmou também que o Brasil deve entrar num novo ciclo econômicos ao final da crise que chegou aos países emergentes a partir de 2011. "Estamos preparando o Brasil para o ciclo econômico. Estamos em baixa no ciclo econômico (em razão da crise), mas sabemos que vamos entrar em um novo ciclo, que se não surgir para o resto do mundo vai surgir para o Brasil", firmou.

A presidente citou como exemplo desse ciclo o investimento em inovação, liderada pelo projeto Ciência Sem Fronteira, que envia estudantes brasileiros para estudar em outros países. "O Brasil é um país que tem demorado muito para modernizar seu Estado. Precisamos de um Estado mais amigável tanto para os empresários quanto para os cidadãos, os empreendedores. A questão da inovação é fundamental e, por isso temos, feito programas para incentivar a inovação", disse.

Dilma citou a educação como um de quatro passos importantes para o País se desenvolver. Ela inclui na lista investimentos em infraestrutura, a manutenção de programas para assegurar que pessoas que saíram da pobreza possam se manter no novo nível econômico e social atingido, e, por último, melhorar a relação do Estado com o cidadão.

A entrevista foi gravada na última sexta-feira, 11, antes de Dilma ser novamente vaiada e xingada durante a final da Copa do Mundo no Maracanã.

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