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'PSB gosta de patrão', diz candidato do PTB em PE

18:40 | 05/06/2014
"O PSB gosta de patrão, o PSB valoriza os patrões", afirmou nesta quinta-feira o pré-candidato ao governo de Pernambuco, senador Armando Monteiro Neto (PTB), ex-aliado do ex-governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB). "Quando o patrão está do lado do PSB é empresário progressista, quando circunstancialmente fica colocado no outro campo, volta a ser patrão".

Monteiro Neto, que disputa o governo em aliança com o PT contra o candidato de Campos, o ex-secretário de Fazenda, Paulo Câmara, fez a provocação por ser apontado como "candidato dos patrões" por socialistas. O empresário participou de sabatina realizada pelo Sistema Jornal do Commercio de Comunicação - em parceria com o jornal Folha de São Paulo - e lembrou que os peemedebistas Paulo Skaf e José Batista Júnior, da Friboi, eram dos quadros do PSB, que os acolheu.

"A nova política não deve servir para destilar velhos preconceitos", disse, ao garantir que não tem dificuldade por sua origem social e ao definir patrão como dirigente empresarial. "O PSB fez aliança no passado com Jose Ermírio de Morais, com Antonio Farias, com Armando Monteiro Filho, com Armando Monteiro Neto".

O pré-candidato também criticou o presidenciável ao destacar que o governador do Ceará Cid Gomes (PROS), desafeto de Campos, o superou administrativamente em áreas como a educação, que considerou "o maior desafio de Pernambuco". "O Ceará, nos últimos 10 anos, avançou de forma significativa: nos anos iniciais do ensino fundamental ocupa a 12ª colocação no Brasil e Pernambuco é o 18º.", exemplificou. "Nos anos fundamentais do fundamental, o Ceará é o sétimo no País e nós (PE) somos o 22º; e no ensino médio nós estamos em 15º enquanto o Ceará está em oitavo lugar na média nacional". "É possível melhorar", frisou. Os irmãos Gomes - Cid e Ciro - deixaram o PSB por discordar da candidatura de Eduardo Campos à Presidência.

Ele apontou o programa de segurança pública Pacto Pela Vida como um programa a ser institucionalizado como política pública diante do seu acerto, mas assegurou que se eleito reduzirá o número de secretarias (27) e defendeu formas de controle para Organizações Sociais (OS) e Parcerias Público-Privadas (PPPs).

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