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Ciro e Capitão Wagner protagonizam dia de troca de insultos e acusações

16:04 | 10/06/2014
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O secretário de Saúde do Estado, Ciro Gomes (Pros), e o vereador Capitão Wagner (Pros) protagonizaram nesta terça-feira, 10, dia de intensa troca de insultos e acusações. Os ataques iniciaram após ser divulgada, na última semana, gravação em que o vereador diz ter sido convidado pelo pré-candidato Eunício Oliveira (PMDB) para ser secretário de Segurança no caso de uma vitória do peemedebista.

Em sua página de Facebook, Ciro classificou o convite como “aberração terrivelmente perigosa”, reforçando acusação de que o vereador chefiaria “milícia ligada ao narcotráfico” na PM do Estado. Wagner reagiu à fala do secretário na Câmara, afirmando que, caso o Ceará não tivesse “Assembleia Legislativa tão submissa”, Ciro estaria em um presídio. Afirmou ainda que vazamento da gravação é fruto de espionagem do governo.

“Nós temos relatos na crônica policial de vários políticos envolvidos em orgias regadas a cocaína, bebidas, prostitutas e meu nome não aparece em nenhum desses relatos”, disse. Em resposta, Ciro Gomes publicou nova mensagem em seu Facebook, onde reforça acusações e afirma que irá processar Capitão Wagner.

“Nunca usei drogas na vida, a não ser álcool moderadamente e nos fins de semana. Posso provar. E você, vereador Wagner, seu frouxo covarde, tem ao menos coragem de afirmar diretamente o que você, como uma verdadeira mocinha fuxiqueira, anda escrevendo?”, diz. “O povo precisa saber se Eunício, empresário que vende segurança privada e nisto amealhou sua imensa fortuna, vai nomear um vereador jovem, inexperiente e investigado como chefe de milícia como secretário de Segurança”, reforça.

[SAIBAMAIS 2]Caso das milícias

Em maio deste ano, Ciro Gomes chamou Capitão Wagner de “picareta” e o acusou de chefiar milícia ligada ao narcotráfico na Polícia Militar do Estado. Na época, as corporações policiais chegaram inclusive a abrir investigação sobre o tema, que segue até hoje sem conclusão.

O vereador chegou inclusive a defender abertura de CPI sobre o caso na Câmara Municipal, colocando a disposição seu sigilo telefônico. A proposta, no entanto, não seguiu adiante na Casa.

Redação O POVO Online

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