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Justiça condena ex-deputado Rommel Feijó a sete anos e oito meses de reclusão

14:45 | 06/05/2014

Seguindo ação do Ministério Público Federal no Ceará (MPF-CE), a Justiça Federal condenou o ex-deputado federal Francisco Rommel Feijó a mais de sete anos de reclusão. A condenação ocorre após o ex-parlamentar ser acusado de aprovar emendas parlamentares em troca de propinas equivalentes a 10% dos recursos liberados. Além da pena, Rommel Feijó também teve determinada perda de funções públicas por até cinco anos e pagamento de multas.

Condenação resulta de ação penal ajuizada pelo procurador da República Luiz Carlos Oliveira Júnior, do MPF em Limoeiro do Norte (CE). Segundo a peça, Rommel e um assessor foram responsáveis, ainda em 2003, pela negociação fraudulenta para a compra de equipamentos hospitalares para a Casa de Saúde de Russas, no interior do Ceará, por meio de emendas.

[SAIBAMAIS 4]As investigações do MPF apontam que, para o esquema fosse executado, foi criada uma empresa de fachada, conhecida como “Organização Vedoim”, usualmente utilizada na “Máfia dos Sanguessugas”. Segundo o procurador, o ex-deputado e um assessor procuraram a direção do Hospital para oferecer a emenda, mas a convenceram de deixar a aquisição dos equipamentos sob a responsabilidade do gabinete do deputado – que repassava a verba para a empresa de fachada.

Segundo o procurador Luiz Carlos Oliveira, foram encontrados comprovantes bancários de que pelo menos um depósito de R$ 4.800,00 foi efetuado pela quadrilha na conta do denunciado Andrey Batista – ex-assessor de Rommel –, como pagamento por sua atuação na negociação ilícita.

Além disso, depoimentos revelaram detalhes sobre as contas bancárias indicadas pelo ex-duputado Rommel Feijó como destinatárias da propina recebida da organização Vedoim.

Redação O POVO Online

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