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Deputado acusa nova gestão do Dnit de "abandonar" obras da BR-222

Segundo ele, o "abandono" das ações se estende desde o final de março, quando foi nomeada nova diretoria no órgão federal

12:11 | 07/05/2014
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O deputado Danilo Forte (PMDB) denunciou nesta quarta-feira, 7, que obras de recuperação da BR-222 estão paralisadas em diversos trechos no Ceará. Segundo ele, o “abandono” das ações se estende desde o final de março, quando foi nomeada nova diretoria no órgão federal. O parlamentar levará o assunto ao plenário da Câmara dos Deputados na tarde desta quarta.

“Desde que assumiu a nova diretoria, três obras das mais importantes estão abandonadas. São trechos inteiros tanto em Umirim, quanto também na chamada ‘curva da morte’, próxima a Itapajé. Retiraram todas as máquinas, e quem está perdendo é a população”, disse Danilo.

O deputado atribui a paralisação à saída de José Luís Viana do órgão, que foi substituído em março por Diógenes José Tavares. “O Viana era um perfil técnico, qualificado, que sabia das obras. Foram tirar e deu na descontinuidade”, diz. A reportagem tentou entrar em contato com o Dnit no Ceará por seus telefones institucionais, mas não obteve resposta.

[SAIBAMAIS 2]Embate político

A “briga” do Dnit envolve disputa política entre parlamentares cearenses. Nomeado para o órgão em março, o atual superintendente do Dnit, Diógenes Tavares, é ligado à deputada federal Gorete Pereira (PR). Na época da indicação de Diógenes, diversos deputados, entre eles Danilo Forte, fizeram um manifesto pedindo a manutenção do então superintendente, José Luís Viana.

Parlamentares afirmavam que Viana teria perfil “mais técnico”. Ainda segundo eles, existiria “movimento” para desestabilizar Vianna no cargo, liderada por segmentos interessados em grandes licitações do órgão. Ao todo, 18 dos 22 deputados cearenses assinaram a moção de apoio.

Gorete Pereira, no entanto, nega qualquer articulação no sentido. Segundo a deputada, o que ocorre é projeto de mudança do ministro César Borges (PR) na pasta dos Transportes. Pelo fato de o ministério ser da cota do PR no primeiro escalão de Dilma Rousseff (PT), a presidente teria concedido “total liberdade” para o ministro fazer mudanças no pessoal, diz Gorete.

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