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MPF vai para a Itália discutir extradição de Pizzolato

19:50 | 30/04/2014
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, informou nesta quarta-feira que uma equipe de integrantes do Ministério Público Federal viajará para a Itália para discutir com um advogado contratado naquele país a estratégia para atuar no processo de extradição do ex-diretor do Banco do Brasil (BB) Henrique Pizzolato.

Condenado por envolvimento com o esquema do mensalão, Pizzolato também tem cidadania italiana e fugiu para a Europa no ano passado. Descoberto, ele foi preso e aguarda decisão da Justiça italiana sobre o requerimento de extradição. De acordo com Janot, a pedido do Ministério Público, a Advocacia Geral da União está contratando ou vai contratar um advogado na Itália para acompanhar especificamente esse processo. "Assim que houver a contratação, uma equipe do Ministério Público Federal irá à Itália para se entender com o advogado e estabelecer a estratégia de atuação no processo", revelou Janot.

Ele observou que já houve uma primeira manifestação do Ministério Público italiano favorável à extradição. No entanto, as autoridades daquele país querem saber se existe presídio no Brasil com condições de receber o ex-diretor do BB e se nesse estabelecimento penitenciário são respeitados os direitos humanos.

Às vésperas de uma decisão do presidente do STF, Joaquim Barbosa, sobre o pedido do ex-ministro José Dirceu para trabalhar fora da prisão, Janot disse que concorda com o benefício. Ele não quis fazer avaliações sobre reclamações de que Barbosa estaria demorando para tomar a decisão. "O tempo judicial é um tempo, o tempo econômico é outro, o tempo social é outro, o tempo antropológico é outro", afirmou.

O procurador comentou a declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o julgamento do mensalão teria sido 80% político. "O ex-presidente Lula, como todo cidadão brasileiro, tem o direito de externar a sua opinião. Eu só não concordo com ele", afirmou. Para Janot, o julgamento foi técnico e jurídico, baseado em provas e respeitou garantias constitucionais, como o direito de defesa.

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