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Dilma deve desculpas pela crise na Petrobras, diz Aécio

19:20 | 14/04/2014
Em resposta ao discurso da presidente Dilma Rousseff (PT) em defesa da Petrobras, o pré-candidado do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse nesta segunda-feira que Dilma deveria pedir desculpas pela crise na estatal. "A senhora presidente acusou a oposição de ferir, sujar a imagem da Petrobras. Quem está ferindo e sujando a imagem da Petrobras é o aparelhamento que o PT estabeleceu há vários anos na empresa. Vemos todo tipo de irresponsabilidade, para usar um termo brando, com diretores presos, a Polícia Federal tendo que entrar na empresa", disse. "O caminho correto neste instante seria a senhora presidente da República pedir desculpas aos brasileiros, aos servidores que construíram essa extraordinária empresa, em especial aos trabalhadores que colocaram recursos do Fundo de Garantia. Quem, em 2009, botou R$ 100, hoje tem R$ 35. Está na hora de a presidente da República devolver limpo o macacão da Petrobras", acrescentou Aécio, lembrando imagens de Dilma, ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com os macacões sujos de petróleo.

Repetindo o termo que havia usado mais cedo, em Salvador, o tucano disse que pretende "reestatizar a Petrobras, tirar das garras de um grupo político e entregar aos interesses da sociedade brasileira". Aécio participou no Rio de um encontro com empresários, na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). O pré-candidato pregou uma "guerra ao custo Brasil", com redução da carga tributária e controle da inflação.

Aécio disse que não alteraria o centro da meta de inflação, dos atuais 4,5%, mas prometeu trabalhar para que o índice fique neste centro e não no teto (de 6,5%).

Depois do encontro com empresários estava previsto um jantar em que o PMDB-RJ anunciaria o apoio à candidatura de Aécio. A reunião, com 40 pessoas, entre prefeitos e parlamentares, foi organizada pelo presidente regional do PMDB, Jorge Picciani. Aécio recebe o apoio do PMDB fluminense no mesmo dia em que participou do anúncio da chapa de oposição ao governo da Bahia, formada por DEM, PSDB e PMDB.

O senador tucano disse esperar que a dissidência do PMDB baiano se estenda a outros Estados. "Tenho recebido acenos importantes de lideranças não apenas do PMDB, mas de setores da base do governo federal que querem estar próximos de nós e são bem-vindos. Tenho conversado com o presidente Picciani, com o senador Francisco Dornelles (presidente nacional do PP), meu primo, com o Paulinho da Força (presidente nacional do Solidariedade), com o Índio da Costa (presidente do PSD-RJ). Vamos deixar que o tempo se encarregue de consolidar esse entendimento. Existe um cansaço em relação a isso tudo que está acontecendo no Brasil, não apenas na oposição, mas na sociedade, e que se reflete em setores da base governista. Não há mais estômago para tanta propaganda e tão pouco resultado", afirmou.

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