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Ex-dirigentes usaram cartão corporativo em restaurantes

20:40 | 27/03/2014
Relatórios da Petrobras mostram gastos com cartão de crédito empresarial de ex-dirigentes da estatal em hotéis de luxo, viagens ao exterior e restaurantes sofisticados. O ex-diretor da área internacional, Nestor Cerveró, em 2007, apresentou conta no restaurante do hotel Fasano, no Rio de Janeiro, no valor de R$ 950; além de hospedagem no hotel Copacabana Palace, na mesma cidade onde mora. Também costumava frequentar o restaurante Osteria Dell Angolo, que serve comida italiana no Rio de Janeiro. Uma das contas ressarcida pela Petrobras no local foi de R$ 600.

Entre 2005 e 2007, a Petrobras bancou despesas que somam R$ 621.820,00 com cartão corporativo dos dirigentes da empresa no período. Os gastos estão discriminados no relatório de gestão da Petrobras, disponível no site da empresa ano base 2007. O Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria Geral da União (CGU) analisaram os gastos e não encontraram irregularidades.

O ex-diretor de refino Paulo Roberto Costa também tinha hábitos refinados bancados com dinheiro da empresa pública, especialmente em viagens para o exterior, onde se hospedava em hotéis cinco estrelas. Em setembro de 2007, ele usou o cartão corporativo da empresa para alugar carro com motorista em Estocolmo, numa empresa especializada em aluguel de limusine. Em dois dias, o aluguel foi de R$ 3.409,00. Não há na nota de pagamento a especificação do modelo do carro. Paulo Roberto foi preso na última semana, na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, sob a suspeita de envolvimento com um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro.

Cerveró e Paulo Roberto estão no foco da CPI da Petrobras que deve ser criada pelo Congresso para investigar desmandos na empresa. Cerveró foi demitido na semana passada, após a presidente Dilma Rousseff afirmar ao jornal O Estado de S. Paulo que ele omitiu do conselho de administração da empresa em 2006, na época presidido por ela, dados sobre a compra da refinaria de Pasadena. A presidente justificou que "certamente" o conselho não teria aprovado o negócio se tivesse na ocasião tomado conhecimento de cláusulas do contrato.

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