PUBLICIDADE
Notícias

Para Dilma,sucesso do Bolsa Família frustrou pessimistas

12:11 | 16/09/2013
O Bolsa Família é o maior programa de transferência de renda do mundo, utiliza uma tecnologia social que evita o clientelismo e apresentou tamanho sucesso que frustrou os pessimistas. "Muita gente criticava o programa. Chegaram a chamar esse programa de 'bolsa esmola', num desrespeito à população pobre do nosso País", comentou a presidente Dilma Rousseff na edição desta segunda-feira, 16, do programa semanal de rádio "Café com a Presidenta".

O Bolsa Família, afirmou Dilma, já beneficia 13,8 milhões de famílias. "Isso significa 50 milhões de pessoas que passaram a viver com dignidade, que conquistaram uma vida melhor", disse. Têm direito ao benefício as famílias com renda de até R$ 140 por mês por pessoa. A presidente explicou que o valor recebido varia de família para família, dependendo do número de filhos e das características de cada núcleo familiar. "Com esse programa, 36 milhões de brasileiros e de brasileiras saíram e se mantêm fora da pobreza extrema", destacou.

Dilma destacou que "na época do governo Lula, quando o programa foi criado, os pessimistas não acreditavam que ia dar certo, muita gente criticava o programa", chegando a chamar a proposta de de "bolsa esmola". Para a presidente, foi um desrespeito à população pobre. "Mas, nesses dez anos, fomos ampliando, aperfeiçoando o Bolsa Família e, hoje, ele está aí. É o maior programa de transferência de renda do mundo", disse.

A presidente argumentou que o Bolsa Família está baseado em uma moderna tecnologia social, que começa com o cadastro das pessoas; e inclui o pagamento por cartão, o que representa recebimento direto sem intermediários. "Isso evita clientelismo", defendeu. A presidente disse que o fato de o valor ser recebido pelas mulheres é muito importante. "Muitas vezes, a mãe é a chefe da família, quem sabe como gastar o dinheiro". Segundo Dilma, não basta o PIB e a economia crescer. "Um país desenvolvido é um país que tem toda a sua população vivendo com dignidade", afirmou.

Brasil Sem Miséria

O plano Brasil Sem Miséria também teve destaque no "Café com a Presidenta" desta segunda-feira. "Já tínhamos o Bolsa Família e lançamos o Brasil Sem Miséria para garantir a superação da pobreza extrema em nosso País", explicou Dilma. Com o Brasil Sem Miséria, nenhum brasileiro pode ter renda menor de R$ 70 por mês, ressaltou. "Foi assim que nós alcançamos a marca histórica de, nos dois anos e meio do governo, tirar 22 milhões de pessoas da extrema pobreza. Essa é uma das coisas que mais me orgulha como presidenta da República", afirmou.

Dilma destacou que mais da metade dos adultos que recebem o Bolsa Família trabalham, mas também admitiu que muitas vezes a renda do trabalho não é suficiente para "manter a casa, botar comida na mesa e cuidar das crianças". "O Brasil Sem Miséria olhou para essa situação e percebeu que, para dar chance dessas pessoas conseguirem um trabalho melhor e uma renda maior, nós precisávamos reservar, para os beneficiários do Brasil Sem Miséria, 1 milhão de vagas em cursos de qualificação, em cursos de qualificação do nosso Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, o Pronatec", explicou. Segundo a presidente, 700 mil pessoas do Brasil Sem Miséria fizeram ou estão fazendo um curso de qualificação profissional pago pelo governo, e de graça.

A presidente ressaltou hoje que mais de 300 mil pessoas que recebem o Bolsa Família aderiram também ao Microempreendedor Individual. "Saíram da informalidade e conseguiram, com isso, melhorar seu pequeno negócio", disse. Ele explicou que o cidadão pode registrar a empresa pagando um valor fixo. "Para as empresas que estão na área do comércio e da indústria, um valor fixo de até R$ 34,90. Para aquelas que estão no setor serviços, de até R$ 39,90". Dilma frisou que isso garante direito à aposentadoria, auxílio maternidade e auxílio doença. "É bom lembrar que, mesmo quando a pessoa é um microempreendedor individual, ela não perde o Bolsa Família automaticamente", afirmou.

TAGS