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Governo desiste de plebiscito com validade para eleições de 2014

O anúncio foi feito pelo vice-presidente Michel Temer e pelo ministro da Justiça, Eduardo Cardozo

12:32 | 04/07/2013

Após reunião com oito líderes aliados na Câmara, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) e o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, anunciaram que o Governo descartou a realização de um plebiscito sobre a reforma política com validade já para as eleições de 2014.

A ideia que vem ganhando mais força no momento é que a possível realização de uma consulta popular sobre a reforma política seja feita junto com o segundo turno das eleições do ano que vem. Assim, as decisões valeriam apenas para as eleições seguintes, em 2016. As informações são do site do jornal Folha de S. Paulo.

Michel Temer disse que o plebiscito pode inclusive ser inviabilizado, caso o Congresso se antecipe e consiga aprovar a reforma política antes da consulta popular.

"É muito provável que o Congresso Nacional possa vir a formatar um projeto de reforma política. A força motora de todo esse movimento é a ideia da reforma política", disse Temer.

A ideia de plebiscito havia sido apresentada pela presidente Dilma Rousseff (PT), como uma das respostas imediatas aos protestos que tomaram as ruas do País nas últimas semanas. Na última terça-feira, 2, ela entregou uma proposta aos presidentes da Câmara e do Senado, a título de “sugestão” dos temas a constarem na consulta.

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O plebiscito sugerido pela presidente discutiria cinco pontos principais: financiamento de campanhas eleitorais, sistema de votação, o fim dos suplentes no Senado, fim do voto secreto no Congresso e fim das coligações partidárias para eleições de parlamentares.

Com informações da Folha de S. Paulo

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