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Elmano rebate informações de Ivo Gomes e diz que secretário foi "aético"

Segundo o ex-secretário de Educação, professores fora de aula ou estão fazendo cursos de pós-graduação ou foram cedidos para a Assembleia Legislativa e Governo do Estado, a pedido de RC ou do próprio governador Cid Gomes

13:30 | 08/01/2013

O ex-secretário de Educação de Fortaleza, Elmano de Freitas (PT), contestou nesta terça-feira, 7, informações apresentadas pelo seu sucessor na pasta, Ivo Gomes, sobre a ausência de professores em sala de aula.
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Segundo o petista, em sua gestão os docentes eram liberados para fazer cursos de mestrado e doutorado, numa política de estímulo à qualificação profissional. O que garantiria, consequentemente, melhorias salarias. "Algo que não tem no Governo do Estado", alfinetou.

Elmano considerou ainda "absurdo" Ivo questionar a liberação de professores para outros poderes, já que a medida acontece via convênio estabelecido, por exemplo, entre a Assembleia Legislativa, o Governo do Estado e a Prefeitura.

"Se cedemos professores é porque o irmão dele (governador Cid Gomes) solicitou. Se tem professores na Assembleia Legislativa é porque o chefe dele (prefeito Roberto Cláudio) ou o vice-governador dele (Domingos Filho) solicitaram", reagiu. RC e Domingos Filho foram os dois últimos presidentes do Legislativo estadual.

Além disso, alguns professores ocupam cargos de diretor ou vice-diretor nas escolas municipais. Ser docente da rede municipal, segundo o ex-secretário, foi uma exigência do governo anterior para se poder administrar as escolas. "Ele (Ivo) está querendo atacar essa conquista dos professores", destaca Elmano, lembrando que alguns professores também integram o Conselho Escolar.

Para o petista, que disputou a sucessão da prefeita Luizianne Lins nas eleições do ano passado, Ivo Gomes quer apenas "fazer fato político". "Queria saber o que ele acha das novas creches que atendem milhares de crianças, o que ele tem a dizer da merenda escolar. O que ele está fazendo é bastante aético", criticou.

Em entrevista ao O POVO, o secretário Ivo Gomes denunciou que cerca de 700 dos 11 mil professores da rede pública municipal de Fortaleza que deveriam estar em sala de aula não estão exercendo essa função.

Redação O POVO Online

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