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Sobrevivência ou supremacia

14:08 | 28/10/2012

A eleição de hoje tem significados diferentes para os principais envolvidos. Para Luizianne Lins e para seu grupo no PT, está em jogo a sobrevivência política. Não que a prefeita esteja relegada à insignificância em caso de derrota de Elmano de Freitas (PT), como sugeriu o governador Cid Gomes (PSB). Mas ela perde bastante de seu peso político. E os aliados perdem espaços de poder. Retornam à realidade de oito anos atrás, forçados a ralar na oposição, com o inconveniente da posição dúbia da legenda em relação ao Governo do Estado e a manutenção da aliança federal.

Para Cid Gomes, o cenário é muito mais cômodo. Mesmo derrotado, ele se mantém a principal autoridade política do Estado. Permanece com o Governo do Estado, com o apoio da quase totalidade dos prefeitos, embora fragilizado na Capital e com baita inconveniente a administrar na relação com o possível novo gestor de Fortaleza.

O que ele busca, em caso de vitória, é remover seu maior incômodo administrativo. Mesmo quando aliada, Luizianne se tornou a principal causa das dores de cabeça do governador. A despeito da suposta parceria, ela foi o único contraponto capaz de realmente lhe causar problemas. Diante de coalizão tão ampla, foi de dentro que saiu a contestação.

Não deixa de ser triste, mas Elmano e Roberto Cláudio (PSB) são coadjuvantes na eleição que disputam hoje. São os representantes de duas forças políticas por trás deles e cujos interesses em jogo são bastante distintos no resultado de logo mais.

Érico Firmo, colunista de Política e editor adjunto do Núcleo de Conjuntura

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