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Lula critica em São Paulo "sede de poder" de Serra

21:55 | 20/10/2012
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou duramente o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, durante comício eleitoral do candidato petista, Fernando Haddad, realizado na noite deste sábado (20) no ginásio da Portuguesa, zona norte da Capital. Lula afirmou que Serra tem uma "sede de poder incomparável" e disse que o tucano deixou a Prefeitura menos de dois anos após assumir o cargo "na primeira enchente".

O ex-presidente não citou o nome do tucano em sua fala, se referindo a ele sempre como "nosso adversário". "Ele não aguentou a primeira enchente e caiu fora para ser governador e não conseguiu ser governador (até o fim) porque tem uma sede de poder incomparável e saiu para presidente", afirmou Lula, ressaltando a derrota nas urnas para a atual presidente, Dilma Rousseff.

Ao longo de seu discurso, Lula comemorou a liderança de Haddad nas pesquisas eleitorais, mas afirmou que não é hora de comemorar. Como exemplo, Lula citou o pleito de 1985, quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) liderava a corrida para a Prefeitura de São Paulo contra Jânio Quadros e chegou a tirar uma foto na cadeira do prefeito antes do fim das eleições. "Quando abriu as urnas, o prefeito era o Jânio Quadros", lembrou.

Ainda sobre as pesquisas, Lula rebateu as declarações de José Serra, de que as pesquisas eleitorais estariam com a "credibilidade baixa". "Falamos que não acreditamos em pesquisas quando estamos para baixo mas acreditamos quando estamos para cima", disse.

Ao lado de Fernando Haddad, o ex-presidente afirmou que o candidato tucano estava "cada dia mais raivoso" e fez conselhos ao seu afilhado político. "Não faça o jogo rasteiro que ele está fazendo. Você não está respondendo para ele, está respondendo para cada homem e cada mulher (desta cidade)", disse Lula.

Estiveram presentes no comício a presidente Dilma Rousseff, o vice-presidente Michel Temer, o candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita, além de ministros do governo federal e dirigentes petistas.

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