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'Serra fabricou o caos', acusa Marta Suplicy

17:27 | 04/09/2012
A senadora Marta Suplicy (PT), prefeita de São Paulo de 2001 a 2004, usou suas páginas nas redes sociais para rebater o argumento do candidato tucano à Prefeitura de São Paulo, José Serra, de que assumiu uma gestão quebrada ao sucedê-la em 2005. Segundo a senadora, que anunciou recentemente sua entrada na campanha do petista Fernando Haddad, Serra "fabricou o caos" e "criou situações falsas" ao deixar de pagar fornecedores e dizer que herdou uma Prefeitura falida. "José Serra mente. Usou de má-fé no passado e continua com o mesmo expediente", concluiu a ex-prefeita.

Marta afirma nas redes sociais que o tucano poderia ter pago os compromissos da administração. "Em janeiro de 2005 poderia pagar todos os compromissos que venciam naquele mês porque dispunha de dinheiro em caixa: R$ 358,6 milhões, para contas que somavam R$ 267, milhões. Superávit de mais de R$ 9s1 milhões, segundo constatou o Tribunal de Contas do Município", relata a senadora.

Na opinião da petista, seu sucessor tinha "interesses políticos" e, por isso, teria criado uma situação caótica. "Como tinha outros interesses políticos, fabricou o caos, deixou de pagar fornecedores, assustou credores, criou situações falsas e filas de gente desesperada à porta da Prefeitura. Mais prova de sua má-fé?", apontou.

A senadora conclui a mensagem reafirmando que a gestão municipal tinha recursos suficientes em junho de 2005 até para investir no mercado financeiro. "Serra arrecadou, até o final de junho de 2005, mais de R$ 7,42 bilhões, e teve despesas de pouco mais de R$ 5,15 bilhões. O restante, mais de R$ 2,27 bilhões, ficou investido no mercado financeiro", afirma.

Nesta segunda, Marta gravou sua participação na campanha do petista e avisou aos adversários que "vai entrar com tudo na campanha". Além do programa eleitoral, Marta deve participar de pelo menos oito comícios neste mês, sendo o primeiro no dia 13 de setembro.

No mesmo dia em que Marta gravou para Haddad, Serra usou seu programa no horário eleitoral na TV para responsabilizar a gestão petista pela "falência" na administração. "Foi essa a herança que recebemos do PT", afirmou. Ele ainda tentou justificar sua saída do cargo em 2006 para disputar o governo do Estado. "O governador (Geraldo) Alckmin não podia mais se reeleger, e o Estado estava ameaçado de cair nas mãos do PT, jogando fora a recuperação que vinha desde os tempos do (Mario) Covas", alegou.

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