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Emocionada, Dilma empossa membros da Comissão da Verdade

Nomeado na semana passada pela presidenta Dilma Rousseff, o grupo terá dois anos para apurar violações aos direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar

12:00 | 16/05/2012
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Tomaram posse nesta quarta-feira, 16, os sete integrantes da Comissão da Verdade. Nomeado na semana passada pela presidenta Dilma Rousseff, o grupo terá dois anos para apurar violações aos direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar.

Durante a cerimônia de posse, Dilma afirmou que a Comissão não é revanchismo, mas a tentativa de esclarecer fatos importantes da nossa História. Bastante emocionada, Dilma, que foi vítima da ditadura enquanto jovem, afirmou que "a força pode esconder a verdade, o medo pode adiá-la, mas o tempo acaba por trazê-la à luz. Hoje, esse tempo chegou".

Dilma disse ainda que a ignorância sobre a história não pacifica, mas pelo contrário, mantém mágoas e rancores. "O Brasil merece a verdade. Merecem a verdade aqueles que perderam amigos e parentes como se eles morressem de novo sempre, a cada dia", disse Dilma, entre lágrimas.

Os integrantes da comissão foram escolhidos pela própria presidente a partir de critérios como conduta ética e atuação em defesa dos direitos humanos. Fazem parte da comissão o ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Dipp, o ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, o jurista José Paulo Cavalcante Filho, a psicanalista Maria Rita Kehl, o professor Paulo Sérgio de Moraes Sarmento Pinheiro, que participa de missões internacionais da Organização das Nações Unidas (ONU), inclusive a que denunciou recentemente violações de direitos humanos na Síria, e a advogada Rosa Maria Cardoso Cunha – que defendeu Dilma durante a ditadura militar.

Deverão estar presentes à cerimônia de instalação os ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. A lei que cria a comissão foi sancionada em novembro do ano passado. De acordo com o texto, a comissão tem o objetivo de esclarecer fatos e não terá caráter punitivo. O grupo vai aproveitar as informações produzidas há 16 anos pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos e há dez anos pela Comissão de Anistia.

Após a posse, os membros da comissão vão fazer a primeira reunião para definir a agenda e os planos de trabalho. Também devem escolher o presidente do colegiado.

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