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Haddad culpa oposição por uso de temas polêmicos

14:10 | 29/02/2012
Em entrevista nesta quarta-feira, 29, ao portal Terra, o pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, acusou a oposição de explorar, "de maneira esperta", a crença religiosa dos eleitores para se beneficiar politicamente. Ao falar sobre a polêmica levantada na eleição de 2010 sobre a legalização do aborto e recentemente sobre o kit anti-homofobia do Ministério da Educação, Haddad disse que o uso "torpe" destes temas incentiva o preconceito e promove a violência. "Isso não faz bem para o Brasil", afirmou.

 

O petista lembrou que o kit anti-homofobia surgiu de uma emenda parlamentar e que, devido às críticas da bancada religiosa contra a distribuição do material nas escolas, a iniciativa foi suspensa, mas o kit foi utilizado em cursos de formação de professores. Para Haddad, ainda existe muita desinformação na sociedade sobre o episódio. "É muito barulho por nada", reclamou. Em sua opinião, uma das razões para a derrota da oposição na última eleição presidencial foi a visão desrespeitosa em relação à fé das pessoas.

 

Confrontado sobre o que pensa da união homoafetiva, Haddad disse apenas que é preciso "respeitar a decisão do Supremo". Já sobre o aborto, o petista revelou que, pessoalmente, é contra, mas destacou que é preciso implementar políticas públicas para que as mulheres possam planejar suas vidas.

 

Questionado sobre as irregularidades ocorridas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos últimos anos, Haddad disse que o governo federal foi corajoso em reformular o sistema de entrada nas universidades e que as críticas ao Enem atendem aos interesses das entidades que deixaram de faturar com a cobrança de taxa de inscrição dos candidatos. "Por interesses econômicos querem tumultuar o processo. Muita gente está perdendo dinheiro com o Enem", avaliou.

 

O pré-candidato, que nos últimos dias tem manifestado preocupação com o nível da campanha eleitoral este ano, reclamou do clima de "Fla-Flu" que se desenha para esta campanha, mas disse que o que interessa aos eleitores são as propostas e os "compromissos com a cidade".

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