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Nevascas paralisam sul da Baviera

11:23 | 11/01/2019
Homem remove camada de neve do telhado de sua casa em Inzell, na Alta BavieraVárias cidades da Alta Baviera declaram estado de calamidade. Aeroporto de Munique cancela voos. Centenas de motoristas passam a noite em estrada bloqueada. Previsão é de mais neve no fim de semana.As maiores nevascas em 20 anos na Europa Central, que já duram vários dias e devem continuar no fim de semana, causaram transtornos nesta sexta-feira (11/01) em países como Alemanha, Áustria e República Tcheca.

No sul do estado alemão da Baviera, centenas de motoristas na região de Rosenheim, entre Bernau am Chiemsee e Frasdorf, tiveram de passar a noite em caminhões e automóveis após uma rodovia no sul do país ficar bloqueada pela nevasca.

Segundo a polícia, além do bloqueio, entre as 20h e 5h no horário local, a situação se agravou com caminhões que deslizaram no gelo e impediram o tráfego no trecho de 35 quilômetros. Serviços de emergência e voluntários distribuíram cobertores e alimentos para as pessoas que se abrigavam em seus veículos.



Foi declarado estado de calamidade na região em torno da cidade de Berchtesgaden, um dos destinos turísticos favoritos de adeptos dos esportes de inverno. O prefeito Franz Rasp afirmou que serão necessários 25 mil euros para ajudar nos esforços de remoção da neve.

Rasp alertou que a maioria dos telhados das construções acumula cerca de 2 metros de neve, gerando um peso de 400 quilos por metro quadrado. A maioria das casas é construída para suportar até 500 quilos, o que eleva as preocupações diante das previsões de novas nevascas na região.



Várias outras localidades da Alta Baviera, como Garmisch-Partenkirchen, Miesbach, Bad Tölz-Wolfratshausen e Traunstein, também declararam estado de calamidade. Em Aying, perto de Munique, uma criança de 9 anos morreu ao ser atingida pela queda de uma árvore em razão do peso da neve acumulada.

O Serviço Meteorológico Alemão (DWD) prevê para este domingo fortes nevascas na região dos Alpes, principalmente acima dos 1.200 metros de altitude, com chuvas na parte inferior. As nevascas devem continuar ininterruptamente nas regiões afetadas até meados da próxima semana, gerando riscos de avalanches e provocando o fechamento da maioria das escolas.

No aeroporto de Munique, em torno de 90 voos foram cancelados apenas nesta sexta-feira. Em Frankfurt, 120 voos foram afetados, incluindo um em cada dez voos de conexão.

No leste do país, o acúmulo de neve também gerou bloqueios em estradas e ferrovias. Em Chemnitz, o cemitério local anunciou a suspensão dos enterros até a próxima semana.

Vários trens tiveram a circulação interrompida em diversas partes do sul e do leste da Alemanha. Os administradores das ferrovias alemãs afirmam que a maioria das interrupções ocorreu em razão da queda de árvores, que também causaram o bloqueio de muitas estradas, deixando algumas localidades isoladas.

Ao menos oito mortes relacionadas ao mau tempo foram registradas na Áustria desde o fim de semana. Na quinta-feira, serviços de emergência do país afirmaram ter resgatado nove pessoas que estavam presas em um resort de inverno em razão das nevascas. Os turistas vindos da Hungria, da Polônia, da Rússia e da Ucrânia haviam ignorado alertas de avalanches para a região.

Estradas para diversas áreas de prática de esqui permanecem fechadas em razão do risco de avalanches. Nesta quinta-feira, mais de 4,5 mil casas estavam sem eletricidade. Meteorologistas austríacos afirmaram que a quantidade de neve deverá aumentar em mais meio metro nesta sexta-feira, somando-se aos vários metros que já se acumulam na região.

Em Altaussee, o repórter da DW Amien Essif descreveu a cidade como "completamente soterrada" pela neve. Ele disse que, ao caminhar pela cidade, sentiu-se andando por um túnel com paredes duas vezes a sua altura. "Essa cidade alpina foi parcialmente esvaziada, pois as autoridades acreditam que uma avalanche pode acontecer a qualquer momento. Até o prefeito deixou sua casa."



Na República Tcheca, as cidades de Jablonec e Nisou declararam estado de emergência. As autoridades cogitam utilizar presidiários para trabalhar na liberação das estradas. Em torno de 9 mil residências na região estavam sem energia elétrica após o fornecimento ser interrompido pela queda de árvores. Os serviços de emergência correm para cortar árvores nos locais de risco para evitar novos danos.

RC/dpa/afp/dw

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