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Correspondente da DW é libertado em Belarus

15:09 | 10/08/2018
Paulyuk Bykowski trabalha como jornalista para a redação russa da DWJornalista passa dois dias detido e é interrogado pelas autoridades. Proibido de comentar o caso, ele diz apenas que continua sendo considerado suspeito. Esposa diz que detenção visa silenciar imprensa independente.O correspondente da DW em Belarus, Paulyuk Bykowski, foi libertado nesta sexta-feira (10/08), depois de passar dois dias detido e ser interrogado pelas autoridades do país. Ele trabalha para a redação russa da DW.

Bykowski foi detido no âmbito de uma acusação contra um grupo de jornalistas que, segundo as autoridades, teriam usado sem pagar notícias da agência estatal do país, a BelTA. Ao todo, oito jornalistas foram detidos pelas autoridades bielorrussas.

Ele foi detido na quarta-feira, após autoridades do país realizarem buscas em sua residência. Um dia antes de sua prisão, jornalistas do portal de notícias bielorrusso tut.by e da agência de notícias BelaPAN também haviam sido detidos. Segundo as autoridades, as ações estão ligadas às investigações sobre o suposto acesso ilegal a notícias da BelTA. Bykowski havia comentado o caso na emissora Euroradio.

Depois de ser solto, Bykowski agradeceu o apoio que recebeu da DW e disse esperar que sua credencial, que ainda não venceu, seja renovada pelo governo bielorrusso. Ele também disse que foi proibido de comentar o caso e que ainda é tratado como suspeito pelas autoridades.

Depois da detenção, a DW pedira explicações ao embaixador de Belarus em Berlim e exigira a libertação imediata de seu correspondente.

O Ministério do Exterior da Alemanha pediu a Belarus que respeite a liberdade de imprensa e não adote ações desproporcionais contra jornalistas. O sindicato de jornalistas DJV também pediu a libertação de Bykowski.

De acordo com grupos de direitos humanos locais e a esposa de Bykowski, as prisões fazem parte de uma campanha de autoridades do país para silenciar a imprensa independente. O governo de Belarus negou a acusação.

A antiga república soviética é governada há 24 anos de forma autoritária pelo presidente Alexander Lukatchenko, considerado o último ditador da Europa. A ONG Repórteres sem Fronteiras coloca o país na 155ª posição no seu ranking da liberdade de imprensa, num total de 180 países.

Em 2017, mais de cem jornalistas foram temporariamente detidos e mais de 60 foram condenados por trabalharem para empresas com sede no exterior.

CN/dw

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