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Governo colombiano e ELN iniciam negociações públicas de paz

21:15 | 07/02/2017
Evento em Quito reuniu negociadores de ambos os lados. Equador mediará as conversas. Agenda abordará questões semelhantes às que foram discutidas com as Farc, como participação política e desarmamento.Depois meses de adiamentos, o governo colombiano e o Exército de Libertação Nacional (ELN), o segundo maior grupo armado da Colômbia, começaram nesta terça-feira (07/02) a fase pública de negociações para a paz. Um evento em Quito marcou o início do processo histórico, que será mediado pelo Equador. Os líderes das equipes de negociadores do governo colombiano, Juan Camilo Restrepo, e do ELN, Pablo Beltrán, além de representantes do governo equatoriano, participaram da cerimônia que abriu as mesas públicas de diálogos para a paz. "Felizmente a Colômbia está tentado chegar a uma solução política para o conflito", disse Beltrán. Já Restrepo afirmou esperar que as negociações sejam francas e realistas. Embora as negociações com o ELN sejam independentes das conduzidas com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a agenda abordará temas semelhantes, como participação política, desarmamento e compensação para as vítimas. Leia mais: ELN é desafio maior para a paz do que Farc As negociações entre governo e o ELN tiveram início em início em 2014. No fim de março e em outubro do ano passado, o grupo e o governo colombiano já haviam anunciado o início de uma fase pública, cuja abertura foi condicionada pelo Executivo à solução de algumas "questões humanitárias", como o fim dos sequestros. As etapas foram adiadas, pois o grupo não cumpriu na época os pré-requisitos. O ELN, inspirado na Revolução Cubana, teve origem numa insurreição camponesa de 1964, semelhante às Farc, e ainda mobiliza cerca de 2 mil combatentes. O grupo guerrilheiro é considerado uma organização terrorista pela Europa e pelos Estados Unidos. Em novembro, a Colômbia ratificou o acordo de paz assinado entre o governo e as Farc, após uma primeira tentativa de estabelecer o fim do conflito ser rejeitada em plebiscito. Os 52 anos de conflito armado no país causaram mais de 220 mil mortes. CN/rtr/efe/dpa
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