'Dona de casa' é condenada à prisão na Dinamarca por associação ao EI

Uma mulher de 38 anos foi condenada nesta terça-feira (28) a quatro anos de prisão e à perda de sua nacionalidade dinamarquesa por ter se juntado, ao lado de seu marido, ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI), na Síria.

A condenação ocorre "por ter promovido a organização terrorista Estado Islâmico", disse o tribunal de Kolding, no oeste da Dinamarca, em um comunicado.

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O caso é a segunda sentença deste tipo no país e o primeiro em que há a retirada da nacionalidade.

A mulher, cuja identidade não foi divulgada, deixou a Dinamarca em 2015 para acompanhar o marido e os seis filhos até a Síria, onde tiveram mais dois.

Enquanto ela cuidava das atividades domésticas, seu marido, já falecido, participava ativamente da organização jihadista.

A condenada admitiu que entrou e vivia na zona de conflito, mas afirmou, durante o julgamento, que "não entendia que havia feito algo repreensível".

"Não vejo em que sentido nós, como mulheres, ajudamos a facilitar as atividades do EI", disse ela, segundo a imprensa local.

A mulher, que também tem nacionalidade bósnia, está detida desde que voltou para a Dinamarca, em 2021. Antes disso, morava em um acampamento em Roj, no noroeste da Síria, controlado pelos curdos.

Seus filhos, que têm idades entre 3 e 17 anos, não têm nacionalidade dinamarquesa e estão sob cuidados de familiares.

cbw/map/bds/jvb/mb/yr

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conflito Síria tribunal pena Dinamarca

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