Cidadãos de 30 países acreditam que governos não estão à altura da urgência climática
Um total de 87% dos europeus consideram que os governos de seus países não estão à altura da urgência climática e desejam medidas mais rígidas, segundo uma pesquisa publicada nesta quinta-feira.
Embora um pouco menor, a sensação é parecida entre chineses (76%) e americanos (74%), de acordo com a pesquisa realizada de maneira virtual de 8 a 31 de agosto pelo BVA para a Fundação Jean Jaurès e o Banco Europeu de Investimento.
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A pesquisa teve a participação de 25.722 pessoas, com amostras representativas da população de 30 países.
A crise financeira continua como a principal preocupação dos europeus (45%), seguida pela mudança climática (41%) e o aumento do custo de vida (36%).
Os chineses são os mais preocupados com o meio ambiente (55%), com britânicos (32%) e americanos (28%) no extremo oposto.
De acordo com a pesquisa, 80% dos cidadãos europeus afirmam que a mudança climática afeta suas vidas cotidiana, contra 91% entre os chineses e 67% entre os americanos.
Na Europa, o impacto é maior nos países do sul, como Itália (91%), Grécia (85%) ou Espanha (83%).
Para a ampla maioria dos entrevistados a urgência é real: 88% dos chineses consideram que acontecerá uma catástrofe se o consumo de bens e energia não for reduzido drasticamente. Na Europa o percentual é de 84% e nos Estados Unidos de 72%.
Todos consideram que seus governos atuam de maneira muito lenta e pedem medidas mais rígidas. A exigência atinge 90% dos chineses, um terço dos europeus e metade dos americanos.
Porém, diante de medidas já adotadas em alguns países, os entrevistados são menos contundentes: menos de três em cada dez aceitariam limitar a temperatura de sua casa a 19ºC no inverno.
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