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Exército ucraniano deixa centro de Severodonetsk nas mãos das tropas russas

21:28 | Jun. 13, 2022
Autor AFP
Tipo Notícia

O exército ucraniano admitiu nesta segunda-feira (13) que as tropas russas conseguiram expulsar os seus soldados do centro de Severodonetsk, cidade estratégica do leste da Ucrânia e cenário de combates há várias semanas.

"Com o apoio da artilharia, o inimigo executou um ataque a Severodonetsk, com um triunfo parcial e expulsou nossas unidades do centro da cidade. Os combates continuam", informou o exército em um comunicado no Facebook.

Em sua mensagem diária, o presidente Volodimir Zelensky disse que "o custo humano desta batalha para nós é muito alto". "É simplesmente assustador", afirmou.

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Serguei Gaiday, governador da região de Luhansk - de onde Severodonetsk é o centro administrativo para a parte controlada pelas autoridades ucranianas - confirmou que as forças ucranianas foram expulsas do centro da cidade.

"Os combates nas ruas prosseguem (...) os russos continuam destruindo a cidade", afirmou em uma mensagem no Facebook, ao lado de imagens de edifícios destruídos ou em chamas.

Os separatistas pró-Rússia que lutam nesta região afirmaram que as últimas divisões ucranianas em Severodonetsk estavam "bloqueadas", após a destruição da última ponte que permitia o acesso à cidade vizinha de Lysychansk.

"Eles têm duas possibilidades: render-se ou morrer", declarou Eduard Basurin, porta-voz dos separatistas.

Gaiday negou o bloqueio.

Para as tropas de Moscou, controlar Severodonetsk abriria o caminho para assumir o comando de outra grande cidade do Donbass, Kramatorsk, uma etapa importante para conquistar toda a região de fronteira com a Rússia, que já está parcialmente nas mãos dos separatistas pró-Rússia desde 2014.

De acordo com o governador Gaiday, a fábrica de produtos químicos Azot, onde quase 500 civis estão refugiados, incluindo 40 crianças, foi alvo de bombardeios russos. Instalações de purificação foram atingidas por projéteis.

Na cidade vizinha de Lysychansk, três civis, incluindo uma criança de seis anos, morreram vítimas dos bombardeios das últimas 24 horas, acrescentou Gaiday.

Do outro lado, os separatistas pró-russos denunciaram que quatro pessoas morreram e 22 ficaram feridas em um bombardeio "maciço" das forças ucranianas sobre a cidade de Donetsk, capital da autoproclamada república de mesmo nome.

Os bombardeios continuam em outras partes do território. No norte, três mísseis russos atingiram a cidade de Pryluky e quatro vilarejos foram evacuados devido a uma ameaça de incêndio causada por bombardeios, anunciaram as autoridades.

E mais a oeste, perto de Bucha, a polícia de Kiev informou que sete corpos foram encontrados em uma nova vala comum perto da cidade de Myrotske.

"Sete civis foram torturados pelos russos e executados covardemente com uma bala na cabeça", informou o chefe da polícia de Kiev, Andrei Nebytov, no Facebook. "Várias vítimas estavam com as mãos e joelhos amarrados", acrescentou.

Após a saída dos soldados russos no fim de março da região de Kiev, as autoridades encontraram cerca de 100 cadáveres de civis ucranianos em Bucha, que se transformou em um símbolo dos crimes de guerra dos quais a Ucrânia culpa a Rússia. Moscou refuta estas acusações.

A Anistia Internacional acusou nesta segunda-feira a Rússia de crimes de guerra na Ucrânia e afirmou que centenas de civis morreram nos ataques incessantes em Kharkiv, muitos deles executados com bombas de fragmentação, que se abrem no ar e liberam milhares de pequenos explosivos com capacidade de atingir zonas mais amplas.

Este tipo de bomba estão proibidas pelos tratados internacionais.

A Ucrânia anunciou que perdeu 25% de suas terras cultiváveis devido à ocupação russa de algumas regiões no sul e leste do território, informou o ministério da Agricultura nesta segunda.

"Apesar da perda de 25% das terras cultiváveis, a estrutura das culturas plantadas este ano é mais do que suficiente para garantir o consumo" da população ucraniana, acrescentou Taras Vysotskiy, vice-ministro da Agricultura.

O conflito na Ucrânia preocupa a comunidade internacional porque provocou um aumento dos preços dos alimentos e o bloqueio dos portos ucranianos no Mar Negro.

Diante de uma possível crise alimentar, os membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) se reuniram no domingo para encontrar uma solução.

A ONU e vários países tentam abrir um corredor marítimo para permitir as exportações.

Mas o encontro foi marcado pela tensão, sobretudo quando os delegados expressaram sua condenação à ofensiva russa e elogiaram o presidente ucraniano, segundo o porta-voz da instituição, Dan Pruzin.

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