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Justiça espanhola admite denúncia contra Gustavo Petro por sequestro de jornalista

12:35 | Mai. 30, 2022
Autor AFP
Tipo Notícia

Um tribunal de Madri admitiu o processamento de uma queixa contra o candidato de esquerda colombiano Gustavo Petro pelo sequestro de um jornalista quando o político era membro da extinta guerrilha M-19, disseram fontes judiciais nesta segunda-feira (30).

O caso, datado de 19 de maio, foi lançado nesta segunda-feira, logo após Petro vencer o primeiro turno das eleições presidenciais colombianas no domingo. O segundo turno será disputado contra o milionário Rodolfo Hernández em 19 de junho.

O juiz Joaquín Gadea da Audiência Nacional - tribunal de Madri encarregado de assuntos complexos - determinou que a justiça espanhola poderia ter jurisdição no caso do sequestro do jornalista Fernando González Pacheco, por ter nacionalidade espanhola, e, portanto, admitiu a denúncia.

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O magistrado determinou que três requisitos sejam cumpridos para que a investigação comece: que se verifique junto às autoridades colombianas que Petro não foi perdoado, que se determine que Gonzales Pacheco, já falecido, era de fato espanhol, e que seus familiares decidam processar neste caso.

A denúncia foi apresentada em março por François Roger Caard, advogado que em 2018 tentou sem sucesso na Colômbia cancelar o registro da candidatura de Petro, alegando que ele não havia sido anistiado por crimes cometidos quando pertencia ao M-19, que depôs as armas em 1990.

Na Audiência Nacional, Cavard acusou Petro de crimes contra a humanidade, como "um dos maiores responsáveis" da guerrilha urbana, que em seus anos de atividade teria cometido crimes como "assassinatos seletivos", "ataques com explosivos", "massacres", "sequestros" e "tortura, tratamento cruel e desaparecimentos".

O Ministério Público espanhol solicitou o arquivamento da denúncia, considerando que os tribunais espanhóis não tinham competência para investigá-la.

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