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Militares aposentados admitirão que executaram civis na Colômbia

00:03 | Abr. 27, 2022
Autor AFP
Tipo Notícia

Dez militares aposentados vão assumir, nesta terça-feira (26), sua responsabilidade na execução de mais de cem civis na Colômbia, os quais apresentaram como guerrilheiros caídos em combate, em um reconhecimento sem precedentes perante as famílias das vítimas.

Na audiência organizada pela Jurisdição Especial para a Paz (JEP) em Ocaña, no departamento de Norte de Santander, fronteiriço com a Venezuela, os uniformizados farão sua primeira admissão pública por sequestrar 120 jovens nesta e em outras cidades para depois assassiná-los a sangue frio.

O tribunal, que surgiu do histórico acordo de paz de 2016, escutará o relato de um general, quatro coronéis, cinco oficiais e um civil que colaborou no maior escândalo da história das Forças Armadas da Colômbia conhecido como "falsos positivos".

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Os acusados "admitirão perante a justiça, as vítimas e o país sua responsabilidade" pelos atos que cometeram entre 2007 e 2008, informou a JEP, que os acusou por crimes de guerra e contra a humanidade.

Na manhã desta terça-feira, dezenas de pessoas chegavam em um teatro universitário em Ocaña para a audiência histórica.

Os ex-militares vão "aprofundar, expor mais claramente, responder às perguntas e principalmente admitir responsabilidade ao vivo, diante das vítimas e do país", disse a magistrada Catalina Díaz, minutos antes de começar a audiência.

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