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Portos da UE pedem lista de barcos russos a serem bloqueados

09:57 | Abr. 13, 2022
Autor AFP
Tipo Notícia

A Organização Europeia de Portos (ESPO, na sigla em inglês) solicitou à União Europeia (UE) que forneça uma "lista clara" dos barcos russos a serem bloqueados nos terminais marítimos do bloco como parte das sanções contra a Rússia.

O quinto pacote europeu de sanções à Rússia, adotado em 8 de julho, prevê a proibição para barcos de bandeira russa de atracar em portos da UE "com exceção dos que transportam produtos agrícolas e alimentos; ajuda humanitária e combustíveis".

De acordo com a ESPO, deve-se garantir a "implantação harmonizada da proibição dos barcos russos nos portos da UE mantendo a igualdade de condições entre os portos".

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Por isso, pediu à Agência Europeia de Segurança Marítima que proporcione "uma lista clara dos navios russos cujas entradas serão proibidas nos portos ds UE".

Essa lista deve levar em conta "as embarcações que trocaram de bandeira ou renovado seu registro desde 24 de fevereiro".

Os governos e as autoridades públicas competentes, tanto a nível nacional como europeu devem assumir a responsabilidade e proporcionar pessoal e recursos suficientes para garantir uma aplicação das medidas sem problemas", apontou a ESPO em um comunicado.

A medida afeta 6.000 navios russos ou operados por grupos russos nos portos belgas da Antuérpia, de Zeebrugge e de Gante, onde anualmente são descarregadas milhões de toneladas de carvão russo de acordo com o ministro da Justiça da Bélgica, Vincent Van Quickenborne.

Em seu comunicado, a ESPO expressou seu "apoio ao quinto pacote de sanções contra a Rússia", mas advertiu sobre o efeito das medidas nos terminais portuários.

A aplicação das sanções implica que numerosos controles adicionais devem ser realizados nos portos para controlar e determinar que navios e cargas estão cobertos pela proibição e quais devem ser isentos, apontou a entidade.

Diante do quadro, pediu o "compromisso" de governos e autoridades nacionais "para garantir que estes controles não provoquem mais atrasos em uma cadeia de abastecimento já interrompida".

Esses controles poderiam criar um "congestionamento adicional" nos portos, "que já enfrenta as consequências de uma cadeia de abastecimento saturada", destacou.

csg-ahg/zm/dd

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