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Investigação conclui que ex-presidente da FIA Max Mosley cometeu suicídio

14:57 | Mar. 29, 2022
Autor AFP
Tipo Notícia

O ex-presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) Max Mosley, falecido em 2021 aos 81 anos, se suicidou depois de descobrir que, devido ao câncer do qual sofria, tinha pouco tempo de vida, declarou nesta terça-feira a responsável pela investigação de sua morte.

Durante audiência judicial em Londres, a legista Fiona Wilcox declarou que sua investigação concluiu que o caso se tratava de suicídio por arma de fogo, que teve como fator contribuinte o linfoma, um câncer que ataca o sistema imunológico, do qual Mosley sofria.

"Estou completamente convencida de que o senhor Mosley não teria cometido esse ato se não descobrisse que tinha um linfoma terminal doloroso e incapacitante", explicou a legista.

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Mosley foi diagnosticado em 2019 e tentou "todas as possibilidades de tratamento", mas nenhum teve o efeito desejado.

Ele era filho de Wswald Mosley, fundador nos anos 1930 do partido British Union of Fascist, que a partir de 1940 esteve na primeira linha de simpatizantes da Alemanha nazista no Reino Unido.

Max Mosley deixou a presidência da FIA em 2009, após protagonizar um escândalo com a divulgação de fotos e vídeos de uma orgia sadomasoquista na qual aparecia acompanhado de cinco prostitutas falando alemão. Algumas estavam vestidas como prisioneiras e outras com o uniforme da Luftwaffe, a força aérea da Alemanha nazista.

Em junho de 2008, Mosley recebeu mais de 76 mil euros como indenização por danos morais do já extinto jornal britânico News of the World, que publicou as imagens e levou o dirigente a fazer campanha por uma regulação mais estrita da imprensa.

A justiça do Reino Unido determinou que as cenas de sexo sadomasoquista divulgadas pelo jornal em seu site não presentavam caráter nazista e que o direito público à informação não justificava a gravação dos vídeos.

spe/gmo/dam/mcd/cb

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