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Blinken busca consolidar acordos de segurança regional no Marrocos

11:22 | Mar. 29, 2022
Autor AFP
Tipo Notícia

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Antony Blinken, chegou nesta terça-feira (29) ao Marrocos para consolidar uma associação estratégica na região que vive um clima de tensões, depois de ter comparecido a uma cúpula histórica em Israel com países árabes.

Blinken foi recebido durante a manhã pelo chanceler marroquino Nasser Bourita, que também esteve na segunda-feira na reunião em Israel entre o americano e os ministros dos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito.

O secretário de Estado Blinken também se reunirá com o primeiro-ministro marroquino Aziz Akhannou e com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi e o governante dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, cujas relações com os Estados Unidos, um aliado tradicional, estão sendo testadas após uma série de divergências.

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Assim como Israel, os Emirados e Marrocos têm uma frente comum contra o Irã. Os Estados Unidos querem reativar o acordo nuclear de 2015 com Teerã, o que teoricamente deveria impedir o país de desenvolver a bomba atômica em troca da suspensão das sanções internacionais.

Além disso, os Emirados fazem parte de uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita que ajuda desde 2015 o governo do Iêmen, em guerra com os rebeldes houthis, apoiados pelo Irã.

O chefe da diplomacia americana concluirá na quarta-feira sua viagem regional com uma visita à Argélia, país que enfrenta Marrocos e é aliado da Rússia.

Após se reunir em Israel com seus aliados árabes, o secretário de Estado americano busca em Marrocos consolidar os acordos de segurança regional, em um clima de tensão no Magrebe e no Golfo.

Durante a viagem, as discussões se concentrarão na segurança bilateral e regional, no combate aos atentados no Sahel, nos direitos humanos e também no impacto econômico do conflito da Ucrânia, como o risco de escassez de trigo, informaram funcionários americanos.

"Sabemos que essa calamidade foi duramente sentida no Oriente Médio e no norte da África, onde a maior parte dos países importa ao menos metade do trigo", explicou antes da visita Yael Lempert, uma alta diplomata americana encarregada dos assuntos do Oriente Médio.

Em Rabat, espera-se que a questão do território disputado do Saara Ocidental, uma prioridade para a diplomacia marroquina, ocupe um lugar de destaque na agenda.

"Mais uma vez, a causa nacional, após o reconhecimento por parte dos Estados Unidos do 'caráter marroquino' do Saara [em dezembro de 2020], dominará esta visita", destacou o historiador marroquino Moussaoui Ajlaoui em entrevista ao site de notícias Le360.

Em um comunicado, o Departamento de Estado reiterou o apoio dos Estados Unidos ao plano de autonomia - "sério, credível e realista" - apresentado por Marrocos para solucionar o "conflito" de décadas entre Rabat e os separatistas saharauis apoiados por Argel.

Ao mesmo tempo, Washington afirmou ao enviado pessoal do secretário-geral da ONU, Staffan de Mistura, seu apoio para relançar o "processo político" sob mediação da ONU.

O Departamento de Estado também elogiou uma "associação estratégica baseada em interesses comuns para a paz, a segurança e a prosperidade" na região.

Quanto à guerra na Ucrânia, Marrocos não participou das duas votações da Assembleia Geral da ONU que condenaram a invasão russa, abstendo-se assim de se posicionar no conflito.

Em Argel, Blinken continuará suas negociações sobre a cooperação em segurança - particularmente no Sahel - e abordará a guerra na Ucrânia.

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