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Abramovich e negociadores ucranianos sofreram possível envenenamento (imprensa)

17:05 | Mar. 28, 2022
Autor AFP
Tipo Notícia

O oligarca russo Roman Abramovich, que tenta fazer uma mediação entre Moscou e Kiev para pôr fim à guerra na Ucrânia, assim como dois negociadores ucranianos, tiveram sintomas que apontam para um possível envenenamento, informou nesta segunda-feira o americano "The Wall Street Journal" (WSJ).

Depois de uma reunião na capital ucraniana este mês, o bilionário proprietário do clube de futebol inglês Chelsea e ao menos dois altos funcionários da equipe negociadora ucraniana "apresentaram sintomas", escreveu o jornal, citando "pessoas cientes dessa situação".

Os sintomas descritos, incluindo olhos vermelhos e lacrimejantes, descamação do rosto e das mãos, depois melhoraram, "e suas vidas não correm perigo", acrescentou o WSJ. Uma fonte familiarizada com o assunto confirmou a informação à AFP: "Infelizmente, isso aconteceu, o que o WSJ informou."

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As fontes do jornal falaram em um possível envenenamento e em supostos simpatizantes da linha dura em Moscou que, segundo dizem, querem sabotar as negociações destinadas a acabar com a guerra na Ucrânia.

Um parente de Abramovich, no entanto, disse por sua vez que não tinha certeza da identidade de quem acusou o grupo, especifica o Wall Street Journal, afirmando também que os especialistas ocidentais não puderam determinar a causa dos sintomas.

O assessor presidencial ucraniano, Mykhailo Podolyak, não confirmou o incidente e aconselhou acompanhar "apenas as informações oficiais". "Todos os membros da equipe de negociação estão trabalhando normalmente hoje", disse. "Há muita especulação sobre a informação na imprensa e várias teorias da conspiração."

O jornal confirma de qualquer forma que o oligarca russo, considerado próximo do presidente russo Vladimir Putin, e já sujeito a sanções da União Europeia e do Reino Unido após a invasão da Ucrânia pela Rússia, começou a viajar entre Moscou e Ucrânia como parte da mediação para acabar o conflito.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse no domingo que vários empresários russos, incluindo Abramovich, se ofereceram para ajudar a Ucrânia.

"Não tinha a intenção de matar, era apenas uma advertência", disse ao jornal Christo Grozev, investigador do coletivo de código aberto Bellingcat, após estudar o incidente. Ele tuitou que os três homens que tiveram sintomas "consumiram apenas chocolate e água nas horas anteriores ao surgimento dos mesmos".

O WSJ revelou na semana passada que o presidente ucraniano pediu ao seu homólogo americano Joe Biden que não sancionasse Abramovich, argumentando que ele poderia desempenhar um papel nas negociações de paz Ucrânia-Rússia.

De fato, o nome do bilionário não aparece neste momento na lista de oligarcas sancionados por Washington, ampliada várias vezes desde a ofensiva russa lançada em 24 de fevereiro, a última na quinta-feira passada.

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