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Líder de região rebelde da Ucrânia diz que poderá organizar referendo para se unir à Rússia

11:25 | Mar. 27, 2022
Autor AFP
Tipo Notícia

O líder da região separatista ucraniana de Lugansk disse, no domingo, que poderá organizar um referendo para decidir se o território passa a formar parte da Rússia depois que Moscou enviou tropas a esse território pró-russo.

"Creio que no futuro próximo será organizado um referendo no território da República no qual o povo poderá (...) expressar sua opinião sobre se unir à Federação Russa", informaram agências russas citando o líder dos separatistas de Lugansk, Leonid Pasechnik.

"Por alguma razão, estou seguro que este será o caso", indicou.

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A Rússia lançou uma ação militar na Ucrânia no final de fevereiro, afirmando que era um ato de defesa em favor dos grupos rebeldes pró-russos do leste, que se auto-proclamaram como as "Repúblicas" de Donetsk e Lugansk.

Antes da ofensiva, o presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu a independência dessas duas regiões.

O anúncio de um possível referendo suscitou reações divergentes entre os legisladores russos.

"Creio que não é o momento adequado para isso", disse Leonid Kalashnikov, um legislador que dirige a comissão de relações com a Comunidades de Estados Independentes pós-soviética na câmara baixa do parlamento russo.

"Não é necessário se ocupar com essas questões quando se está decidindo o destino no front", disse à agência estatal de notícias TASS.

Porém, segundo Andrei Klishas, chefe da comissão de legislação constitucional da Câmara Alta, estas duas regiões têm todo o direito de determinar seu próprio futuro.

"A Rússia reconheceu a soberania das repúblicas populares de Lugansk e Donetsk", disse à agência estatal de notícias RIA Novosti.

"As autoridades destas repúblicas têm o direito de tomar qualquer decisão de acordo com suas constituições", acrescentou.

O governo ucraniano, por sua vez, criticou a proposta e o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Oleg Nikolenko, a descreveu como parte dos contínuos esforços russos para "minar a soberania e a integridade territorial da Ucrânia".

"Qualquer referendo falso nos territórios temporariamente ocupados são nulos e não terão nenhuma validade legal", disse em declarações escritas à AFP.

Grande parte destes territórios industrializados, que, em sua maioria, abrigam população russófona, saíram do controle da Ucrânia quando começou o conflito em 2014, que deixou mais de 14.000 mortos.

A Rússia anexou, nesse mesmo ano, a península da Crimeia, que era um território ucraniano, após a derrubada de um líder próximo a Moscou e essa afiliação à Rússia se realizou após a organização de um referendo nesta região do sul da Ucrânia.

bur/kjm/an-sag/zm/mb/dd

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