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Povoado da Sibéria se despede de jovem 'patriota' morto na Ucrânia

15:26 | Mar. 24, 2022
Autor AFP
Tipo Notícia

Em frente à Casa de Cultura em Zoubkovo, uma pequena cidade na Sibéria, dezenas de pessoas esperam na neve para se despedir de Serguei Sokolov, um jovem "patriota" russo morto em combate na Ucrânia.

Este é um dos primeiros funerais de soldados russos mortos no conflito iniciado há um mês pelo presidente Vladimir Putin, que Moscou diz ter deixado quase 500 baixas militares, embora Kiev diga que o número seja muito maior.

Sokolov, um paraquedista de 21 anos, foi homenageado em sua remota cidade no oeste da Sibéria, a mais de 3.000 quilômetros da Ucrânia.

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Seus parentes andam de cabeça baixa e às vezes chorando, e os aldeões carregam coroas de flores decoradas com uma estrela vermelha.

O caixão do soldado estava coberto pela bandeira tricolor russa e sua boina azul que distingue os paraquedistas. Um retrato do jovem é exibido na sala antiga.

Uma velha acaricia a bandeira e outra toca delicadamente a boina, em meio aos gritos que se ouvem na sala.

"Um soldado do exército russo morreu heroicamente em uma operação especial na Ucrânia", disse Oksana Semionova, chefe do governo local, em seu discurso.

Esta autoridade local afirma que serão escritos livros sobre esta guerra e que o conflito será eternizado em poemas e canções.

"Cada batalha será descrita a todo minuto, mas hoje já ouvimos os nomes dos soldados mortos em combate em todo o país", afirma Semionova, em meio às lágrimas da plateia.

A ofensiva na Ucrânia causou um choque mundial e uma onda de sanções devastadoras para a economia russa, além do exílio de um número desconhecido de russos, mas para esse povoado, trata-se "da tradição do povo russo de defender sua pátria".

"As gerações mudam, os tempos mudam, mas o patriotismo russo, o senso de justiça e a preocupação com os outros permanecem intactos", disse Semionova.

Um soldado reivindica a memória do seu "companheiro de armas" e lembra que foi "fiel ao seu juramento militar e que cumpriu o seu dever militar até ao último dia".

O governo russo reconheceu oficialmente a morte de 498 soldados na ofensiva lançada na Ucrânia. Para Moscou o objetivo é "desmilitarizar" e "desnazificar" aquele país.

Na região de origem de Sokolov, esta quinta-feira foi declarada dia de luto e as bandeiras hasteadas a meio mastro e "aulas sobre a coragem" são organizadas em escolas e centros culturais.

Nas redes sociais, Semionova escreveu que Sokolov era "um verdadeiro patriota, um filho digno da Rússia".

bur/ial/an/mb/gf/mvv

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