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Justiça anticorrupção intervém em crise de conservadores espanhóis

15:30 | Fev. 22, 2022
Autor AFP
Tipo Notícia

A procuradoria anticorrupção espanhola anunciou nesta terça-feira (22) que vai investigar contratos que causaram uma crise sem precedentes entre os conservadores espanhóis, que ameaça seu jovem líder, Pablo Casado.

Casado está na corda bamba depois de confrontar uma respeitada integrante do Partido Popular (PP), a presidente da região de Madri, Isabel Díaz Ayuso, por um contrato de compra de máscaras com o qual o irmão da política, que trabalha com material sanitário, ganhou 55.000 euros.

Díaz Ayuso garantiu que não foram cometidas irregularidades e que a direção do PP levantou este assunto porque quer "destruí-la". Nesta terça-feira a Procuradoria Anticorrupção decidiu investigar as compras a pedido dos partidos da oposição da Assembleia madrilenha.

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O Ministério Público tomou esta decisão "porque os fatos denunciados podem constituir crimes", afirma a ata.

No entanto, a crise afetou principalmente Casado, de 41 anos, que está à frente do PP desde julho de 2018.

Casado convocou a Diretoria Nacional do partido para um reunião na próxima semana. Essa diretoria marcará uma data para um congresso extraordinário que elegerá o líder do partido, e Casado não esclareceu se vai se apresentar como candidato.

Seu braço direito, Teodoro García Egea, secretário-geral do PP, apresentou sua renúncia nesta terça-feira, segundo a televisão pública TVE.

Na quarta-feira, Casado receberá as lideranças regionais do partido, que apresentarão suas necessidades de mudanças.

Um possível substituto seria Alberto Núñez Feijóo, presidente da Galícia (noroeste), de perfil moderado e crítico aos flertes do PP com a extrema direita.

"Precisamos de mudanças e precisamos de novas etapas e novos horizontes", disse Feijóo à imprensa nesta terça-feira.

Além de García Egea, vários colaboradores de Casado renunciaram nas últimas horas, incluindo seu amigo e prefeito de Madri, José Luis López Almeida, que deixou de ser porta-voz nacional do PP. O mesmo fez a representante do partido no exterior, Ana Vazquez.

"Como não há mudanças, é hora de sair!", escreveu Vázquez no Twitter.

al/CHZ/mb/jc/mvv

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