Justiça dinamarquesa condena iranianos por espionagem para Riade
Três dirigentes de um grupo separatista iraniano foram considerados culpados, nesta sexta-feira (4), de espionagem para a Arábia Saudita por um tribunal na Dinamarca, país onde estão exilados.
Os três membros do Movimento de Luta Árabe para a Libertação de Ahvaz (ASMLA, na sigla em inglês) foram declarados culpados de "reunir informações sobre pessoas e organizações, na Dinamarca e no exterior, assim como sobre questões militares iranianas, e de terem transmitido todos estes dados para um serviço de Inteligência saudita", declarou o tribunal de Roskilde, perto de Copenhague.
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A sentença será anunciada em março. Preso desde fevereiro de 2020, o trio pode ser condenado a passar 12 anos atrás das grades.
Os três réus - um deles de nacionalidade dinamarquesa - também foram considerados culpados de "promoção do terrorismo" e "financiamento do terrorismo", por terem recebido fundos (pouco mais de US$ 2 milhões) da Inteligência saudita.
"A maioria do júri considerou que as ações e atentados destes movimentos são atos terroristas e ultrapassam os limites do combate legítimo pela liberdade", resumiu o tribunal.
ASMLA é um grupo insurgente nacionalista considerado uma organização terrorista pelo Irã. Seus líderes vivem, principalmente, na Dinamarca e na Holanda e defendem a autodeterminação da província de Ahvaz, no sudoeste do Irã.