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Fernández se encontra com Putin e conversa sobre dívida com FMI e vacinas russas

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, recebeu nesta quinta, 3, o homólogo argentino, Alberto Fernández, em Moscou, em um encontro no qual discutiram o panorama internacional, as relações russas com a América Latina, o envio das vacinas Sputnik V contra a covid-19 à nação sul-americana e as negociações de Buenos Aires com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em discurso, Putin afirmou que "ainda temos muito a fazer para avançar nossa cooperação comercial e econômica. No ano passado, crescemos 1,5 vezes as relações. Este é um resultado muito sério, alto, bom, o ritmo é bom". Já Fernández disse que a Argentina pode se tornar a "porta de entrada" da Rússia para a América Latina. "O exemplo das vacinas é muito indicativo, porque nos tornamos um trampolim para distribuir a vacina russa para o Equador, Peru, Paraguai, e isso é muito importante", indicou o argentino.

"A Rússia é altamente valorizada na Argentina, em particular sua ajuda quando você nos enviou vacinas", afirmou Fernández. Segundo o sul-americano, seu país agora está enfrentando uma situação difícil, porque "temos uma dívida externa séria e a situação econômica também é difícil". Segundo o presidente desde a década de 1990, a Argentina está muito orientada para os Estados Unidos, e a dívida surgiu com o FMI, em geral, por causa dessas relações.

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"Defendo com muita teimosia e persistência que a Argentina finalmente se livre dessa dependência do FMI e dos EUA e que abramos novas oportunidades. Em particular, a cooperação com a Rússia é muito importante para nós. E asseguro-lhe e espero que aceite minhas garantias de que realmente queremos desenvolver a cooperação com a Rússia", afirmou Fernández.

Após o encontro, em seu Twitter, o argentino escreveu: "Concordamos que é hora de lançar a parceria estratégica abrangente com força total. Tenho plena confiança de que estamos dando um passo importante para que Argentina e Rússia se unam e aprofundem seus laços em favor de ambos os países".

Ambos os líderes seguem para Pequim, onde irão acompanhar a abertura da Olimpíada de Inverno e cumprir com agendas oficiais.

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