Comitê do Senado avalia candidatos de Biden para diversificar Fed

Os três economistas por meio dos quais o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, quer levar diversidade ao poderoso Federal Reserve (Fed, o banco central americano) terão que superar as críticas nesta quinta-feira (3) diante da Comissão Bancária do Senado, que decidirá sobre sua nomeação.

Os republicanos, mas também a Câmara de Comércio dos Estados Unidos, desaprovam as opções do mandatário democrata porque, segundo eles, ameaçam a sagrada independência do Fed, em um momento em que este precisa lutar contra a inflação.

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A Casa Branca quer aproveitar as três vagas a serem preenchidas entre as sete cadeiras do Conselho de Governadores do Fed para cumprir a promessa de Biden de conferir diversidade à instituição.

A indicação mais comentada é a de Lisa Cook, professora da Universidade Estadual de Michigan e ex-assessora econômica do ex-presidente Barack Obama, que se tornaria a primeira mulher negra governadora do Fed.

Por outro lado, Philip Jefferson, professor e administrador do Davidson College, na Carolina do Norte, seria o quarto homem afro-americano no cargo desde a criação do banco central em 1913.

E para o posto-chave de vice-presidente responsável pela supervisão bancária, Biden escolheu Sarah Bloom Raskin, ex-número dois do Departamento do Tesouro no governo Obama.

As críticas contra ela apontam para seus posicionamentos sobre regulação bancária e mudanças climáticas. Além disso, ela é casada com um democrata da Câmara dos Representantes.

O comitê bancário do Senado receberá uma audiência conjunta dos candidatos antes da votação. Se confirmados, a maioria dos membros do conselho administrador do Fed seriam mulheres pela primeira vez na história, e a maior parte nomeada por um presidente democrata.

O senador republicano Pat Toomey, um dos integrantes da Comissão Bancária, rejeita os indicados porque nenhum deles vem do setor energético.

A Câmara de Comércio reprova Sarah Bloom Raskin por considerá-la muito agressiva ao se concentrar no papel dos bancos na luta contra as mudanças climáticas.

O conservador George Will acusou o Fed de estar politizado, chegando a escrever em uma coluna de opinião que "os escritos acadêmicos revisados por pares de (Lisa) Cook relevantes para a política monetária são, para ser educado, escassos".

No entanto, economistas e observadores do Fed afirmam que essas críticas são infundadas e até, em alguns casos, motivadas pela cor da pele.

Cook e Philip Jefferson atuaram com relação à desigualdade no mercado de trabalho, um problema que o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, destacou várias vezes, já que a instituição se esforça para garantir que o crescimento econômico beneficie todos os estratos sociais.

"O interesse em ter um conselho composto por sete membros (...) é ter uma mostra representativa dos Estados Unidos", e não "unicamente homens brancos formados nas mesmas três universidades Ivy League", disse à AFP David Wessel, especialista em política monetária da Brookings Institution, em referência às universidades de maior prestígio do país.

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