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Estudo: aviões a hidrogênio, necessários mas insuficientes para descarbonizar aviação

07:03 | Jan. 26, 2022
Autor AFP
Tipo Notícia

A introdução de aviões com motor a hidrogênio a partir de 2035 ajudará a limitar as emissões de CO2, mas, sozinha, a medida não reduzirá a pegada de carbono do setor de aviação - diz um estudo da ONG International Council on Clean Transportation (ICCT) divulgado nesta quarta-feira (26).

O motor a hidrogênio não emite poluição, nem gases com efeito de estufa, já que produz vapor d'água.

No entanto, o próprio hidrogênio tem de ser "limpo", ou seja, produzido por eletrólise da água usando eletricidade de fontes renováveis (hidrogênio verde).

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Embora os voos de longa distância não possam funcionar com hidrogênio, principalmente pelo volume que seria necessário para armazená-lo a bordo, "os aviões movidos a hidrogênio são viáveis para voos de curta e média distância e poderiam, praticamente, eliminar as emissões de CO2", afirma o ICCT.

Esses aviões, que teriam uma menor autonomia de voo do que os de querosene, poderão responder por quase um terço do tráfego mundial de passageiros a partir de 2035. É nesta data que deverão entrar em serviço por parte da fabricante de aeronaves Airbus, que fez dos aviões a hidrogênio um "importante objetivo estratégico".

O setor de aviação transportou 4,5 bilhões de passageiros em 2019, produzindo 900 milhões de toneladas de CO2, ou seja, quase 3% das emissões globais. Um número que pode dobrar até 2050.

mra/ico/lum/pc/zm/tt

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