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Vários álbuns de música emblemáticos completam 50 anos

13:16 | Jan. 15, 2022
Autor AFP
Tipo Notícia

Lou Reed e seu "Transformer", David Bowie e "Ziggy Stardust", ou "Exile on Main St.", dos Rolling Stones, são alguns dos álbuns que completam meio século em 2022.

"Talvez o melhor disco dos Stones", escreve Keith Richards em sua autobiografia "Life".

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Os Stones, fugindo do tesouro britânico, nascem na Côte d'Azur, na agora famosa villa Nellcote.

"Sou um dos poucos que conseguiram entrar (na cidade), sou da região e era apenas uma criança", disse à AFP, Yves Bigot, crítico de rock. "De manhã nem todos estavam acordados, podia-se entrar furtivamente com os distribuidores (do supermercado). Fiquei escondido em um canto", explica.

Também na França, o castelo da pequena comuna de Herouville (a 50 km de Paris) abriga um estúdio de gravação frequentado na década de 1970 por David Bowie, Iggy Pop e também Elton John.

Este último nomeia sua criação "Honky Château" em homenagem a Herouville, que tem fama de ser assombrada.

"Elton John está em seu período imperial, com músicas incríveis como 'Honky cat', 'Rocket man' (título do filme biográfico dedicado a ele) ou 'Mona Lisa e Mad Hatters", explica Yves Bigot.

"A sexualidade sempre esteve a parte do rock and roll. Mas com Ziggy ela foi encontrada articulada, em movimento", explica David Bowie em "Rainbowman", obra de referência de Jérôme Soligny.

"Com este álbum, Bowie inventa o personagem de Ziggy que o transforma em uma estrela do rock, o príncipe do glam", detalha Yves Bigot. "Com esse aspecto totalmente futurista, visionário, apocalíptico que continuará com 'Diamond Dogs' (1974)". Adicionar.

"O essencial são 'Five years', 'Starman', 'Suffragette city' ou 'Rock'n'roll suicide'. Quantos álbuns clássicos tem nascido nesse período, sem uma nota para mudar", diz o jornalista.

"É o álbum que permite que todos que não conheciam Lou Reed e o Velvet Underground (seu grupo) o descubram, ou seja, a grande maioria das pessoas", diz Yves Bigot.

Com os estandares "Walk on the wild side", "Satellite of love" ou "Perfect day", que tem uma segunda versão com o filme "Trainspotting".

E quem encontramos na produção de "Transformer"? David Bowie, de quem Lou Reed sempre quis se desvincular.

Alguns fãs de Neil Young preferem "After the gold rush" ("Depois da corrida do ouro", 1970), mas é com "Harvest" que o "Loner" encontra a veia certa.

As músicas "Heart of gold" e "Old man" ficam para a história e o álbum está no topo das paradas americanas. "É o seu álbum mais trabalhado", segundo Yves Bigot.

O que não exclui uma parte obscura e profética. Assim como "The needle and the damage done", o título curto de "como a vida dos viciados em drogas que descreve" sintetiza o site de música Pitchfork.

Pouco tempo depois, as drogas levariam dois parentes de Neil Young, a quem ele dedicará "Tonight's the night" (1975).

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