Participamos do

Serviço de inteligência afirma que espiã chinesa se infiltrou no Parlamento britânico

13:49 | Jan. 13, 2022
Autor AFP
Tipo Notícia

O serviço de inteligência interna do Reino Unido, o MI5, alertou os parlamentares que uma suposta agente chinesa "realizou atividades de interferência política" no Parlamento, informaram autoridades de Westminster nesta quinta-feira(13).

Um porta-voz do gabinete do presidente da Câmara dos Comuns, Lindsay Hoyle, confirmou ter enviado um e-mail aos legisladores para informá-los.

A mensagem identificava a suspeita como Christine Lee, afirmando que ela "realizou atividades de interferência política em nome do Departamento de Trabalho da Frente Unida do Partido Comunista Chinês", órgão que busca manter contato com personalidades ou grupos de fora do partido.

Seja assinante O POVO+

Tenha acesso a todos os conteúdos exclusivos, colunistas, acessos ilimitados e descontos em lojas, farmácias e muito mais.

Assine

Esta advogada de Londres teria doado 200.000 libras (275.000 dólares, 239.000 euros) ao deputado trabalhista Barry Gardiner e centenas de milhares ao seu partido.

A ex-primeira-ministra conservadora Theresa May - cujo partido foi acusado de receber milhões de libras de doadores russos - concedeu a Lee um prêmio em 2019 por sua contribuição para os laços entre a China e o Reino Unido.

Lee também foi fotografada com o antecessor de May, o conservador David Cameron, em um evento em 2015, e separadamente com o ex-líder trabalhista Jeremy Corbyn.

"Isso facilitou doações financeiras para deputados em serviço e aspirantes em nome de estrangeiros baseados em Hong Kong e na China", segundo a mensagem de Hoyle.

"Foi feito de forma encoberta para mascarar a origem dos pagamentos", disse o porta-voz.

Após o aviso do MI5 sobre as atividades de Lee, o ex-líder conservador Iain Duncan Smith, altamente crítico de Pequim, pediu uma ação contundente.

No ano passado, a China impôs sanções a 10 pessoas e organizações no Reino Unido, incluindo Duncan Smith, pelo que chamou de disseminação de "mentiras e desinformação" sobre abusos de direitos humanos na região de Xinjiang (noroeste da China).

Lee não foi detida nem deportada, foi simplesmente banida do Parlamento, denunciou.

Contatados pela AFP, nem a embaixada chinesa em Londres nem o governo britânico fizeram qualquer comentário neste momento.

jwp-acc/js/jc

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags