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Kimmich volta atrás e agora quer se vacinar contra covid-19

00:03 | Dez. 13, 2021
Autor DW
Tipo Notícia

Após contrair coronavírus, jogador do Bayern sofre problema nos pulmões, desfalcando equipe até fim do ano. Atleta gerou controvérsia ao dizer não querer imunização. Mudança de atitude rende elogio de ministra alemã.O jogador do futebol, Joshua Kimmich, do Bayern de Munique e da seleção alemã, diz que pretende se vacinar contra a covid-19. "Em geral, era difícil para mim lidar com meus medos e preocupações, é por isso que fiquei indeciso por tanto tempo", afirmou o atleta neste domingo (12/12), em entrevista à emissora de TV estatal ZDF. O meia se tornou centro de um acalorado debate na sociedade alemã sobre a vacinação contra o coronavírus. Kimmich disse no final de outubro que tinha, quanto à vacina anticovid, "algumas preocupações pessoais, especialmente quando se trata da falta de estudos de longo prazo". Entretanto, muitos especialistas descartam a ocorrência de sequelas de longo prazo devido à vacinação contra o coronavírus. Além de Kimmich, quatro outros profissionais do Bayern não estavam vacinados até algumas semanas atrás. No geral, de acordo com a Liga Alemã de Futebol, mais de 90% dos jogadores nas duas ligas profissionais de futebol foram vacinados. Nesta quinta-feira, Kimmich anunciou que mesmo tendo se curado de covid-19 e saído da quarentena, não poderá mais jogar pelo Bayern neste ano "devido a uma pequena infiltração nos pulmões". No entanto, o técnico do Bayern, Julian Nagelsmann, assegurou no sábado que a situação do atleta, de 26 anos, "não é tão dramática ao ponto de serem esperadas sequelas". Decisão rende elogio de ministra Kimmich agora deve passar por um treinamento de reabilitação para "estar totalmente de volta em janeiro". O meia ficou, assim, de fora dos últimos três jogos do campeonato agendados para dezembro, frente ao Mainz, Wolfsburg e Stuttgart. A nova ministra alemã da Pesquisa, Bettina Stark-Watzinger, elogiou a decisão de Kimmich. "É uma boa decisão", escreveu a política no Twitter neste domingo. “Como jogador de futebol profissional e da seleção nacional, ele é um modelo para muitas pessoas. Mais vacinas são a saída para a pandemia", acrescentou Stark-Watzinger. Série de desfalques O último jogo do atleta bávaro com seu clube foi em 6 de novembro, contra o Freiburg. Poucos dias depois, ele teve que deixar a seleção alemã por ter entrado em contato com seu companheiro de equipe Niklas Süle, que testou positivo para a covid-19. Em seguida, desfalcou a equipe por dois jogos em novembro, contra Liechtenstein e Armênia. Kimmich foi colocado em quarentena novamente em 19 de novembro, por ter estado com uma pessoa infectada com o coronavírus e, em seguida, ele mesmo testou positivo. Por conta disso, ele foi punido pelo Bayern, juntamente com outros atletas do clube, e teve seu salário cortado durante o tempo em que ele deixa de atuar devido ao isolamento. md (DPA, ots)

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