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Vaticano investiga um assessor de João Paulo II por encobrir abusos

A Igreja Católica, politicamente influente na devota Polônia, foi recentemente atingida por uma série de casos de abuso sexual de alto perfil

15:17 | 26/06/2021
Na foto, cardeal Dziwisz está diante das vestes brancas de São João Paulo II.  Há relatos de negligência por parte de Dziwisz durante o mandato como Arcebispo de Cracóvia (Foto: REPRODUÇÃO/ Vatican News)
Na foto, cardeal Dziwisz está diante das vestes brancas de São João Paulo II. Há relatos de negligência por parte de Dziwisz durante o mandato como Arcebispo de Cracóvia (Foto: REPRODUÇÃO/ Vatican News)

O Vaticano informou neste sábado, 26, que está investigando um influente assessor do falecido Papa João Paulo II, o cardeal Stanislaw Dziwisz, após acusações de encobrir abusos.

A Nunciatura Apostólica na Polônia indicou que a Santa Sé enviou o cardeal italiano Angelo Bagnasco à Polônia de 17 a 26 de junho para investigar o assunto.

O objetivo da visita foi "verificar os relatos, inclusive os que foram divulgados, de negligência por parte do Cardeal Stanislaw Dziwisz durante seu mandato como Arcebispo de Cracóvia (2005-2016)", disse em um comunicado a Nunciatura (embaixada do Vaticano).

Dziwisz, atualmente com 82 anos, trabalhou ao lado do pontífice polonês no Vaticano e mais tarde serviu como arcebispo em Cracóvia, antes de se aposentar em 2016.

"Bagnasco revisou documentos e realizou uma série de reuniões e informará a Santa Sé sobre sua visita", acrescentou a Nunciatura.

Em novembro, a Conferência Episcopal Polonesa exortou o Vaticano a esclarecer o papel de Dziwisz, após documentários exibidos pelo canal polonês TVN24 que levantaram dúvidas sobre o amigo e secretário de João Paulo II.

O cardeal também é suspeito de ter escondido do papa outros casos de abuso sexual do clero, como os do ex-cardeal americano Theodore McCarrick.

A Igreja Católica, politicamente influente na devota Polônia, foi recentemente atingida por uma série de casos de abuso sexual de alto perfil.

Desde o ano passado, o Vaticano puniu quatro bispos poloneses por acobertar casos de pedofilia de membros do clero.