PUBLICIDADE
Mundo
NOTÍCIA

China teve nova queda de nascimentos em 2020

A China, que desde 1979 exigia que os casais tivessem apenas um filho para limitar o então rápido crescimento demográfico, permite desde 2016 ter dois filhos para limitar o envelhecimento do país

09:58 | 09/02/2021
Crianças brincam em um parque de Pequim, na China
 (Foto: AFP)
Crianças brincam em um parque de Pequim, na China (Foto: AFP)

O número de nascimentos registrados na China diminuiu quase 15% interanual em 2020, pelo quarto ano consecutivo, um sinal de que o relaxamento do planejamento familiar no país está tendo pouco impacto.

 

A China, que desde 1979 exigia que os casais tivessem apenas um filho para limitar o então rápido crescimento demográfico, permite desde 2016 ter dois filhos para limitar o envelhecimento do país.

 

Segundo os dados publicados na segunda-feira (8) pelo ministério da Segurança Pública, em 2020 foram registrados 10,04 milhões de nascimentos, 14,8% a menos que o número oficial de nascimentos registrados em 2019.

 

A proporção de sexos ficou em 52,7% meninos e 47,3% meninas.

 

O número oficial de nascimentos totais, anunciado separadamente, foi de 14,65 milhões em 2019. Este número, que ainda não está disponível para 2020, é tradicionalmente maior que o número de nascimentos registrados porque nem todos os pais registram o filho imediatamente.

 

O número anunciado ontem de nascimentos registrados é "menor que o número de pessoas que se apresentam à prova de acesso a universidade" e o envelhecimento se tornará um problema crescente, segundo um usuário da rede social Weibo.

 

Para outro usuário da Weibo, é "a crise mais grave enfrentada pela nação chinesa".

 

A mudança na política demográfica desde 2016 não incentivou significativamente os casais a ter mais bebês, principalmente devido à urbanização e ao custo de vida. A taxa de natalidade do ano passado foi inclusive a mais baixa desde a fundação da República Popular em 1949.

 

"Se toda a sociedade considera que ter filhos é um sofrimento, então existe um problema nesta sociedade", alerta outro usuário da Weibo.

 

O anúncio desses últimos dados chega após um ano em que a pandemia de Covid-19 causou estragos na economia mundial e aumentou a preocupação com o emprego em muitas famílias.

 

Em novembro, a China lançou seu primeiro censo para determinar se o fim da política do filho único provocou um aumento significativo da população. A análise dos resultados deve durar dois anos.

 

De acordo com as estimativas do governo, o censo deve apontar uma população de 1,42 bilhão de habitantes (5,99% a mais em 10 anos).