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Espanha registra primeiro caso de variante brasileira da covid-19

O anúncio foi feito após o governo espanhol limitar os voos da África do Sul e do Brasil na quarta-feira

15:13 | 05/02/2021
Um primeiro caso da variante brasileira do coronavírus foi detectado na região espanhola de Madri (Foto: CESAR MANSO / AFP)
Um primeiro caso da variante brasileira do coronavírus foi detectado na região espanhola de Madri (Foto: CESAR MANSO / AFP)

Um primeiro caso da variante brasileira do coronavírus foi detectado na região espanhola de Madri, anunciaram autoridades regionais nesta sexta-feira(5).

Na Espanha, onde as regiões são competentes em questões de saúde pública e fornecem dados sobre o andamento da pandemia, é a primeira vez que uma região confirma oficialmente a presença da variante detectada no Brasil.

Pelo menos dois casos da variante sul-africana foram relatados recentemente.

O anúncio foi feito após o governo espanhol limitar os voos da África do Sul e do Brasil na quarta-feira.

Só podem entrar na Espanha cidadãos espanhóis e andorranos ou residentes desses países.

O primeiro caso da variante sul-africana é "um homem de 44 anos, que entrou na Espanha em 29 de janeiro pelo aeroporto Adolfo Suárez-Madrid Barajas", informou o governo regional de Madri em um comunicado.

O homem chegou ao país com PCR negativo, mas foi feito exame de antígeno, que deu positivo.

Ele foi transferido para um hospital e, ao obter a sequência genômica do vírus, constatou-se que era da variante detectada no Brasil, acrescentou o comunicado.

As variantes do vírus detectadas no Reino Unido, África do Sul e Brasil preocupam há várias semanas a comunidade internacional, que teme que sejam mais contagiosas e provoca dúvidas da eficácia das vacinas contra elas.

A variante inglesa é a mais disseminada no país, com cerca de 450 casos, de acordo com o Ministério da Saúde.

Mas essa variante pode ser majoritária na Espanha até março, alertam as autoridades sanitárias.

A Espanha, um dos países mais atingidos pela pandemia, registrou mais de 61.000 mortes e quase 3 milhões de infecções.