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Biden indica Susan Rice para importante cargo de política interna nos EUA

19:03 | 10/12/2020

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta quinta-feira, 10, várias nomeações para seu governo - que contará com funcionários da era Obama - incluindo a ex-assessora de Segurança Nacional, Susan Rice, para chefiar o Conselho de Política Nacional da Casa Branca, e o ex-chefe de gabinete Denis McDonough como secretário de Assuntos de Veteranos.

Previsto para assumir o cargo em 20 de janeiro, Biden também escolheu o ex-governador de Iowa Tom Vilsack para um segundo mandato como secretário de Agricultura, a representante dos EUA Marcia Fudge para chefiar o Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano, e Katherine Tai, uma advogada especialista em China, como representante de Comércio dos EUA, informou sua equipe de transição em um comunicado.

As nomeações são uma demonstração do compromisso de Biden em refletir a diversidade em seu gabinete. "Esta é a equipe certa para este momento da história e sei que cada um desses líderes começará a trabalhar desde o primeiro dia para enfrentar as crises interconectadas que as famílias enfrentam hoje", afirmou Biden em um comunicado.

Rice estava sendo cotada para assumir o cargo de secretária de Estado, mas provavelmente teria enfrentado oposição feroz dos republicanos no Congresso por causa de seu papel em uma controvérsia ligada ao ataque de 2012 à missão dos EUA em Benghazi, na Líbia, no qual o então embaixador americano no país, Christopher Stevens, e outros três funcionários morreram.

Ao liderar o Conselho de Política Nacional, Rice, de 56 anos, entrará grupo mais próximo do presidente na Casa Branca. A partir desse cargo, espera-se que ela seja capaz de influenciar elementos-chave da agenda de Biden em meio à crescente pandemia da covid-19 e tensões sobre justiça racial. O cargo não precisa de confirmação do Senado.

Biden enfatizou repetidamente que sua presidência não será um terceiro mandato de Obama. No entanto, o anúncio desta quinta-feira destaca sua estreita ligação com os conselheiros do antecessor democrata, de quem foi o vice-presidente. (Com agências internacionais)