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Japão analisa cápsula espacial quer voltou à Terra com material de asteroide

Os cientistas acreditam que a cápsula, que chegou no domingo na Austrália, pode conter cerca de cem miligramas de matéria extraída sob a superfície de um asteroide

11:11 | 08/12/2020
Yuichi Tsuda, gerente de projeto Hayabusa-2 da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) fala após uma cápsula contendo amostras retiradas de um o asteróide distante chegou à Terra (Foto: AFP)
Yuichi Tsuda, gerente de projeto Hayabusa-2 da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) fala após uma cápsula contendo amostras retiradas de um o asteróide distante chegou à Terra (Foto: AFP)

Os responsáveis da agência espacial japonesa (Jaxa) declararam nesta terça-feira, 8, ter começado a analisar os materiais que chegaram com uma cápsula enviada a um asteroide, com a esperança de que forneça dados sobre a formação do universo.

 

"Estou realmente contente de que a cápsula tenha conseguido voltar depois de uma viagem espacial, entre a ida e a volta, de 5,24 bilhões de quilômetros", declarou o responsável do projeto Yuichi Tsuda à imprensa.

 

Os cientistas acreditam que a cápsula, que chegou no domingo na Austrália, pode conter cerca de cem miligramas de matéria extraída, pela primeira vez na história, sob a superfície de um asteroide, o Ryugu (a mais de 300 milhões de km da Terra).

 

Esses materiais, segundo os cientistas, datariam de há 4,6 bilhões de anos e não mudaram desde então.

 

"Tenho muita vontade de ver (as amostras) com meus próprios olhos", declarou Tsuda. Algo que não vai acontecer antes de uma semana, pelo menos, já que se deve seguir um procedimento rigoroso para garantir que os materiais não estejam contaminados.

 

"Se as amostras não estiverem contaminadas pelo entorno terrestre (...), podem ser úteis para pesquisadores de todo o mundo", declarou o chefe do grupo de análise, Tomohiro Usui.

 

"A cápsula é de alumínio e branca, então no interior observamos alguma coisa preta, o que significa que há material de Ryugu", disse Usui.

 

Até o momento, a cápsula permanece "em um espaço vigiado", do centro da Jaxa em Sagamihara (sul de Tóquio), declarou o diretor-geral da agência, Hitoshi Kuninaka.