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NOTÍCIA

ONU: partes em conflito na Líbia assinam "cessar-fogo permanente"

A assinatura do acordo aconteceu no Palácio das Nações Unidas de Genebra e a cerimônia durou 10 minutos

07:57 | 23/10/2020
 Chefe da delegação das Forças Armadas Árabes da Líbia, A. Amhimmid Mohamed Alamami; e o Chefe da delegação militar do Governo do Acordo Nacional (GNA), Ahmed Ali Abushahma; apertando as mãos ao lado da representante especial do Secretário-Geral da ONU para Assuntos Políticos na Líbia, Stephanie Williams, em 23 de outubro de 2020 em Genebra (Foto: AFP)
Chefe da delegação das Forças Armadas Árabes da Líbia, A. Amhimmid Mohamed Alamami; e o Chefe da delegação militar do Governo do Acordo Nacional (GNA), Ahmed Ali Abushahma; apertando as mãos ao lado da representante especial do Secretário-Geral da ONU para Assuntos Políticos na Líbia, Stephanie Williams, em 23 de outubro de 2020 em Genebra (Foto: AFP)

As duas partes em conflito na Líbia assinaram um cessar-fogo nacional e permanente nesta sexta-feira, 23, após cinco dias de negociações em Genebra com mediação da ONU.

 

"As partes chegaram a um acordo para um cessar-fogo permanente em toda Líbia. Esta conquista representa uma mudança importante para a paz e estabilidade do país", afirmou a Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (Manul) em sua página do Facebook, que exibiu ao vivo a assinatura do acordo.

 

A assinatura do acordo aconteceu no Palácio das Nações Unidas de Genebra e a cerimônia durou 10 minutos, seguidos por muitos aplausos. As partes líbias e a diretora da Manul, Stephanie Williams, participaram na cerimônia.

 

A Líbia sofre com a violência e o caos desde a queda do regime Muamar Khadafi em 2011.

 

Atualmente o país é cenário de um conflito entre o Governo de União Nacional (GNA), reconhecido pela ONU e com sede em Trípoli, e o marechal Khalifa Haftar, que domina o leste e parte do sul do país, mas sobretudo as zonas em que se encontram as principais instalações de petróleo.

 

O cessar-fogo é um sinal de esperança para uma população exausta pela guerra e as divisões.