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Lontras viúvas encontram segunda chance no amor por meio de site de relacionamentos inventado

Lontras normalmente vivem em pares, o que motivou os zoológicos de Harris e Pumpkin a encontrarem novos melhores amigos para os mamíferos

Catalina Leite
09:56 | 05/10/2020
Na foto, Apricot e Harris, do Cornish Seal Sanctuary. Apricot faleceu em agosto de 2020, deixando Harris solitário e à procura de uma nova companheira de vida (Foto: Reprodução Instagram/ Cornish Seal Sanctuary)
Na foto, Apricot e Harris, do Cornish Seal Sanctuary. Apricot faleceu em agosto de 2020, deixando Harris solitário e à procura de uma nova companheira de vida (Foto: Reprodução Instagram/ Cornish Seal Sanctuary)

No dia 26 de agosto, a lontra-anã-oriental Harris perdeu a parceira de vida, Apricot, no zoológico Cornish Seal Sanctuary, na cidade de Cornwall, Inglaterra. Apricot tinha 16 anos, um ano a mais do que a sobrevida média da espécie, e morreu após resistir por um ano e meio a um câncer de mama intratável.

Um mês depois, no zoológico Sea Life, na cidade de Scarborough, Inglaterra, foi a lontra-anã-oriental Pumpkin quem perdeu o melhor amigo: Eric tinha impressionantes 21 anos e morreu de velhice. O que as lontrinhas recém-viúvas não imaginavam é que a cerca de 661 quilômetros de distância a segunda chance no amor estava à espera.

De acordo com os zoológicos, as lontras naturalmente vivem em pares e podem formar famílias compostas por até 12 lontras. Dessa forma, não é de se estranhar que tanto Harris, quanto Pumpkin, estivessem profundamente solitários.

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Motivados a encontrar uma nova parceira para Harris, o Cornish Seal Sanctuary fez um perfil para a lontra em um site de relacionamentos inventado, o Fishing for love (Pescando por amor, em tradução livre).

“À procura da minha alma gêmea. Sou muito atencioso, adoro carinho e sou um ótimo ouvinte. Vou te amar como nenhuma outra lontra”, dizia o perfil de Harris, em tradução livre. A descrição era de encantar qualquer uma e logo chamou atenção dos cuidadores de Pumpkin, que enviaram uma foto da fêmea em retorno - deu match!

Vida a dois

 

Apesar do clima de romance no ar, a introdução de lontras-anãs-orientais é bem difícil de acertar. “Pode ser desesperadora”, descreveu o Cornish Seal Sanctuary. “Para garantir a melhor chance de um novo casal começar com o pé direito, é melhor introduzir um novo macho no território de uma fêmea para que o macho se submeta mais facilmente à fêmea no primeiro encontro”, afirmam.

Por essa razão, Harris precisará dar adeus à Cornwall. No final de semana, ele cruzou o Reino Unido para iniciar o processo de readaptação ao território de Pumkin, em Scarborough. Ainda que tristes com a partida do amado Harris, o Cornish Seal Sanctuary garantiu que os cuidadores do Sea Life “são verdadeiros especialistas em lontras”.

“A equipe do Santuário não poderia estar mais feliz por saber que Harris será cuidado por seus especialistas em cuidados com os animais”, afirmaram. Eles também manterão contato regular para garantir que a adaptação seja tranquila.

Conheça Harris, Pumpkin, Apricot e Eric: