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Novo recorde de frio ártico de -69,6 ºC é registrado 28 anos depois

Anteriormente, o recorde para o Hemisfério Norte era de -67,8 ºC e havia sido registrado na Rússia em duas ocasiões: em 1892 e 1933

10:40 | 23/09/2020
 Gelo se quebrando na geleira no nordeste da Groenlândia em 27 de agosto de 2020 (Foto: AFP)
Gelo se quebrando na geleira no nordeste da Groenlândia em 27 de agosto de 2020 (Foto: AFP)

Em 22 de dezembro de 1991 foi registrado um recorde de frio no Hemisfério Norte, com uma temperatura de -69,6ºC na Groenlândia - anunciou nesta quarta-feira, 23, o Instituto Meteorológico da Dinamarca (DMI), 28 anos depois.

 

Esta leitura foi feita por uma estação de medição que não pertence à rede usual de estações de temperatura.

 

Foi detectado por "detetives do clima" antes de ser confirmado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) - daí sua publicação tardia.

 

"O recorde (para o Hemisfério Norte) foi registrado a uma altitude de 3.105 metros, perto da calota polar, em uma estação de medição automática chamada Klinck", disse o DMI em um comunicado.

 

"Houve muitos recordes de calor na última década e é importante reconhecer os extremos", destacou John Cappelen, um climatologista do DMI à AFP.

 

"A possibilidade de se conseguir um novo recorde de frio está se esgotando, mas não posso afirmar que nunca mais será registrado", reiterou.

 

Anteriormente, o recorde para o Hemisfério Norte era de -67,8 ºC e havia sido registrado na Rússia em duas ocasiões: em 1892 e 1933.

 

A temperatura mais baixa já observada no mundo é de -89,2ºC. A estação meteorológica de grande altitude de Vostok, na Antártida, mantém este recorde desde 21 de julho de 1983.

 

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