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Tufão Haishen deixa dezenas de feridos no sudoeste do Japão

07:58 | 07/09/2020
Pelo menos 35 pessoas ficaram feridas na passagem de um tufão na manhã de segunda-feira, 7 (horário local), no sudoeste do Japão. O tufão Haishen, o décimo da temporada, afetou a ilha de Kyushu com ventos com força historicamente sem precedentes.
Segundo fontes oficiais citadas pela rede pública de televisão NHK, 1,6 milhão de pessoas foram obrigadas a sair de suas casas e ir para abrigos temporários, e foi recomendada a evacuação de outros 6 milhões de moradores.
Na madrugada de segunda-feira, os ventos máximos eram de 162 km/h, com rajadas de com rajadas de 216 km/h e pressão de 940 hectopascais.
No pior momento do tufão em Nagasaki, uma das cidades mais importantes da região, foram registrados ventos recorde de 210 km/h. O tufão foi acompanhado por chuvas torrenciais e maré alta.
Os trens-bala de toda a região foram cancelados nesta segunda-feira, assim como 500 voos no domingo e nesta segunda. Cerca de 448.430 residências ficaram sem luz, segundo dados da concessionária, e o abastecimento só deve voltar a funcionar depois que o tufão passar.
A tempestade se move agora em direção à península coreana. Os ventos fortes já cortaram a energia de quase 5 mil residências no extremo sul da Coreia do Sul, incluindo a ilha turística de Jeju, que registrou mais de 473 mm de chuva desde sábado.
As autoridades evacuaram quase mil pessoas e mais de 300 voos foram cancelados. As entradas nos parques nacionais e em alguns serviços ferroviários nacionais foram suspensas, acrescentou o Ministério da Segurança do país.
Haishen deve se aproximar também da cidade portuária de Chongjin, na Coreia do Norte, na noite desta segunda-feira. O setor agrícola da Coreia do Norte é particularmente vulnerável ao clima severo, e as tempestades e inundações deste verão aumentaram a preocupação com a frágil situação alimentar do país.
O tufão Haishen chega poucos dias após o tufão Maysak atingir a península coreana, deixando pelo menos dois mortos e milhares de pessoas sem energia. COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS
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