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Diretores do Serviço Postal dos EUA vão depor em meio a polêmica sobre eleições

14:46 | 16/08/2020
Um comitê da Casa dos Representantes dos Estados Unidos convocou os diretores do Serviço Postal (USPS, na sigla em inglês) do país para responder questionamentos dos deputados sobre possível interferência do governo de Donald Trump sobre a agência, após denúncias durante a última semana de que a Casa Branca está coordenando um desmonte do serviço em ano de eleições, com os Estados expandindo as opções de voto via carta por conta da pandemia do novo coronavírus.
"O diretor do USPS e a liderança do serviço precisam prestar contas ao Congresso e ao povo americano sobre a razão de estarem realizando essas mudanças operacionais que ameaçam silenciar a voz de milhões de eleitores meses antes do pleito", escreveu o partido Democrata, de oposição, em comunicado anunciando a convocação.
Louis DeJoy, diretor do Serviço Postal, é aliado de Trump e assumiu a agência com a promessa de torná-la mais eficiente. Ele aumentou o escrutínio sobre as operações da empresa, aumentou restrições sobre traslados e reduziu a quantidade de postos de processamento de cartas. A última polêmica veio com um pedido para aumentar as taxas, de maneira excepcional, entre outubro e dezembro, período de alto volume, para compensar a queda nas receitas por conta da pandemia.
Na última semana, Donald Trump anunciou o veto a um aporte emergencial de US$ 25 bilhões para o USPS, assim como negou o pedido da oposição de liberar US$ 3,6 bilhões em ajuda aos Estados para organizarem o voto a distância. A ajuda foi pedida pela agência para aumentar seu volume de processamento com o provável aumento de cédulas que serão enviadas nas eleições. Os democratas alegam que Trump está deliberadamente agindo contra o Serviço Postal para coibir votos nas eleições, que não é obrigatório nos Estados Unidos, o que pode favorecê-lo.