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NOTÍCIA

EUA consideram proibir aplicativos chineses como TikTok

A Índia já vetou o uso do TikTok pelas preocupações que o conhecido aplicativo levanta sobre questões de segurança nacional e de privacidade. Outros países estão considerando medidas semelhantes

10:20 | 07/07/2020
Plataforma para produção de vídeos curtos conquistou o público juvenil e está entre os aplicativos mais baixados no Brasil e mundo  (Foto: Divulgação/TikTok)
Plataforma para produção de vídeos curtos conquistou o público juvenil e está entre os aplicativos mais baixados no Brasil e mundo (Foto: Divulgação/TikTok)

O chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, declarou na segunda-feira, 6, que os Estados Unidos "consideram" proibir aplicativos de redes sociais chineses, incluindo o TikTok, sob suspeita de que Pequim os use para espionar seus usuários.

A Índia já vetou o uso do TikTok pelas preocupações que o conhecido aplicativo levanta sobre questões de segurança nacional e de privacidade. Outros países estão considerando medidas semelhantes.

A apresentadora da Fox News, Laura Ingraham, perguntou ao secretário de Estado se seu gabinete planejava bloquear os aplicativos, "especialmente o TikTok".

A administração do presidente do país, Donald Trump, "está levando isso muito a sério. Estamos realmente considerando isso", respondeu.

Pompeo disse que, por "muito tempo", os Estados Unidos têm trabalhado nos "problemas" da tecnologia chinesa e que estão "fazendo progressos reais".

Algumas horas antes, o chefe da diplomacia dos EUA atacou as medidas "orwellianas" da China de censura a ativistas, escolas e bibliotecas de Hong Kong, com base em uma nova lei de segurança.

As autoridades desse centro financeiro ordenaram que as escolas removessem seus livros para revisá-los de acordo com a nova lei, que criminaliza opiniões como apelos à independência, ou à autonomia.

Algumas livrarias de Hong Kong anunciaram que estavam retirando títulos de ativistas pró-democracia.

"O Partido Comunista Chinês (PCC) continua a destruição de Hong Kong livre", disse Pompeo.

Sob "a repressiva lei de segurança nacional, as autoridades locais - em um passo orwelliano - agora estabeleceram um escritório do governo central nacional, começaram a remover livros críticos ao PCC das prateleiras, proibiram slogans políticos e exigem que as escolas apliquem censura", denunciou.

O secretário de Estado considerou tais atos como "ataques aos direitos e liberdades do povo de Hong Kong".

"Até agora, Hong Kong prosperou, porque a liberdade de expressão e de pensamento era permitida sob normas independentes da lei", afirmou.

Pequim enfrenta uma enxurrada de críticas, especialmente das nações ocidentais, por impor uma lei de segurança que pune atos de subversão, secessão, terrorismo e conluio com países estrangeiros em Hong Kong.

O vice-presidente americano, Mike Pence, disse à rede CNBC na semana passada que a lei era uma "traição" e "inaceitável para os amantes da liberdade em todo mundo".

Na semana passada, o Congresso americano aprovou novas sanções contra os bancos desse centro financeiro.

A resolução inclui multas para os bancos que realizem "transações significativas" com aqueles que violam a autonomia de Hong Kong. O texto entrará em vigor após ser sancionado pelo presidente Donald Trump.